Banner Mais Limpeza

terça-feira, 24 de maio de 2016

Governador faz avaliação, define novas medidas das forças de segurança e ressalta auxílio da Força Nacional

Durante a reunião, o governador Flávio Dino destacou que o combate aos incêndios criminosos vai muito além da repressão das forças policiais. De acordo com ele, a situação é complexa e tem raízes profundas em razão das múltiplas injustiças de uma sociedade profundamente desigual do ponto de vista social, que é a causa principal de todas as violências.
O Governo Flávio Dino realizou, nesta terça-feira (24), no Palácio dos Leões, mais uma reunião para avaliar as ações de combate aos incêndios criminosos a ônibus e definir novas estratégias das forças de segurança do Estado. Ele destacou os esforços do sistema de Segurança Pública que estão resultando em maior controle da situação, e a entrada do efetivo da Força Nacional de Segurança para complementar o trabalho realizado pelas polícias maranhenses.

Para o governador, o acompanhamento diário e a atenção total das forças de segurança do Estado têm surtido efeito, e a união entre os Sindicatos das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), e órgãos do Governo como a Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e o Procon, estão sendo essenciais no combate as ações criminosas.

Flávio Dino enfatizou também a chegada do efetivo da Força Nacional para auxiliar nas ações. “Hoje eles vão chegar e serão progressivamente engajados sob o comando do nosso sistema de segurança, somando as medidas relativas à prevenção, com a participação dos sindicatos, tanto de empresários como dos rodoviários, a atuação do nosso sistema de segurança, as medidas adotadas na penitenciária e pelo poder judiciário, creio que a gente vai conseguir debelar essa situação”, realçou o governador.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Frederico Pereira, ressaltou que a dinâmica das ações vai continuar a mesma, tanto na parte ostensiva, como no serviço de inteligência, ocupando pontos estratégicos para evitar novas ocorrências. “Nós vamos ampliar o número de policiais militares envolvidos na operação. As ações continuarão coordenadas pelo sistema de segurança agora com o auxílio também da Força Nacional”, explicou.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, fez uma avaliação demonstrando que, até o momento, já foram efetuadas mais de 60 prisões, várias autuações em flagrante e conversão das prisões em flagrante em preventivas desde a última quinta-feira (19), quando os incêndios criminosos tiveram início. “De modo que hojefoi apresentado o que faremos nas próximas horas e nos próximos dias de prontidão do sistema para uma repressão qualificada a esses atos de vandalismo”, esclareceu.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Isaías Castelo Branco, alertou para a onda de boatos que tem se espalhado nos últimos dias de pessoas que querem aterrorizar a cidade. “É importante esse trabalho que vem sendo feito na unificação das forças das policiais, assim como também com os trabalhadores e o sindicato dos empresários, cruzando as informações e a partir daí tem como a polícia montar linhas de investigações e tentar coibir esse tipo de crime”, complementou Isaías.

Problemas sociais

Durante a reunião, o governador Flávio Dino destacou que o combate aos incêndios criminosos vai muito além da repressão das forças policiais. De acordo com ele, a situação é complexa e tem raízes profundas em razão das múltiplas injustiças de uma sociedade profundamente desigual do ponto de vista social, que é a causa principal de todas as violências.


“São pequenos grupos inorgânicos, muitas vezes quase células autônomas, que tem como marca o recrutamento muito agudo de jovens, fruto da situação social dos bairros mais pobres. A negação total de direitos, de oportunidades, de cultura, esporte, trabalho, educação, gera uma massa, quase um exército industrial de reserva, para essas quadrilhas”, analisou o governador.

Secretaria de Segurança apresenta mais cinco suspeitos de ordenarem incêndios a coletivos

A Secretaria de Segurança Pública apresentou na manhã desta terça-feira (24), por volta das 10h, cinco internos com suspeitas de ordenarem os ataques criminosos aos coletivos na região metropolitana de São Luís. As ações contra os ataques, iniciados desde a última quinta-feira (19), já resultaram em 60 pessoas presas e detidas, sendo que destes, 30 já foram atuados. Os cincos internos foram identificados por Elias Rafael Santos de Paiva, o “Tropical” Marcos Antônio de Carvalho, o “Marco Latró”; Cilas Pereira Borges, Wilton Torres, o “Espiga” e Cristiano Nunes Moraes, o “Cris Braw”.

De acordo com informações repassadas pelas forças de segurança do Estado, os cinco integrantes são participes de uma facção criminosa que estariam dando ordens aos ataques aos coletivos da região metropolitana de São Luís. A Cúpula de Segurança informou que desde que os ataques foram iniciados, de imediato foram realizadas operações integradas de forma intensificadas em toda área metropolitana com o objetivo de repressão das ações criminosas.

Ações imediatas contra os ataques criminosos

Na apresentação no auditório da SSP estavam presentes o Delegado Geral da Policia Civil do Maranhão Lawrence Melo; o Comandante Geral da Policia Militar coronel Frederico Pereira; Superintende da Seic Thiago Bardal e o delegado responsável pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) Ney Anderson Gaspar.

O Delegado Geral da Policia Civil Lawrence Melo que esteve presente na apresentação informou que “Cerca de 60 pessoas já foram detidas e presas até o momento com suspeitas no envolvimento com as práticas de vandalismo. Eles foram identificados através de provas materiais e testemunhais. No ponto de vista ostensivo, as ações têm se estendido até nos fins de semana no intuito de combater e inibir os ataques”.

Segundo ele, logo no segundo dia após os ataques foram presas 14 pessoas com envolvimento direto contra a sociedade. Na última sexta-feira (20), sete pessoas foram também presas por participação direta nos ataques a coletivos, e outros cinco internos apresentados por suspeitas de ordenarem os ataques.

O Comandante Geral da Polícia Militar Frederico Pereira, relevou que diversas ações envolvendo as policiais Civil, Militar e Corpo de Bombeiro vêm sendo realizadas de forma integrada desde que foram registrados os primeiros atos criminosos de incêndios a ônibus.

“Nós não vamos descansar, não há trégua. Nossa meta é acabar de vez com os ataques, e isto com práticas ostensivas e integração das forças de segurança. A Policia Militar vem realizando um trabalho rotineiro e bastante ostensivo nas ruas, bem como patrulhamento diário nas áreas que foram afetadas. O Governo do Estado designou mais 80 policias militares trabalhando em conjunto com a polícia judiciária, promotoria e a sociedade”, ponderou o comandante.

O Superintendente da Seic, Thiago Bardal, disse durante apresentação que “Há um desespero por meio das facções pelo trabalho que vem sendo realizado no estado, através das forças de segurança no sentindo de intervir as ações criminosas. Tanto a Seic como a Senarc veem intensificando diversas operações ocasionando muitas prisões, tanto por suspeitas nos envolvimentos com arrombamentos a instituições financeiras e o tráfico de entorpecentes. As investigações continuaram no sentido de identificar mais pessoas que estejam envolvidas com as ações criminosas”, finalizou.

A Cúpula de Segurança finalizou informando que as operações continuaram de maneira enérgica para conter quaisquer ações que venham impedir o direito do cidadão no sentido de ter sua liberdade suprimida.

Fotos: Mauro Wagner

Força Nacional chega para reforçar as ações contra a criminalidade em São Luís


O primeiro comboio de viaturas, com homens da Força Nacional de Segurança, acaba de chegar a São Luís para reforçar as ações de combate às ações criminosas.

O segundo comboio, com viaturas e ônibus, acaba de passar pela cidade de Bacabal, devendo chegar a São Luís no início da noite.


Os quase 200 policiais atuarão sob a coordenação do Comandante da PM, cel. Frederico Pereira, e do Secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Na manhã desta terça-feira (24), o governador Flávio Dino voltou a se reunir com a cúpula da Segurança Pública e com representantes de empresas e dos rodoviários para um balanço das ações, além de definir novas estratégias de ação, a partir da chegada do reforço de integrantes da Força Nacional de Segurança.

Mais cinco suspeitos de comandarem ataques a ônibus foram apresentados na manhã desta terça-feira durante entrevista coletiva. Eles já foram autuados em flagrante e estão no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.







Jucá é alvo de denúncia no Conselho de Ética do Senado

Pedido foi protocolado nesta terça pelo senador Telmário Mota (PDT-RR) e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi

VALMAR HUPSEL FILHO E ISABELA BONFIM  
O ESTADO DE S.PAULO

BRASÍLIA - Ao retornar para o Senado, um dia depois de pedir exoneração do ministério do Planejamento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) será alvo no Conselho de Ética de processo disciplinar por quebra de decoro de parlamentar. O pedido, protocolado na manhã desta terça, 24, pelo senador Telmário Mota (PDT- RR), adversário do peemedebista em Roraima, e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acusa o peemedebista de tentar obstruir a investigação da Operação Lava Jato.

A denúncia toma como base os trechos da conversa em que Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado falam sobre a investigação da Lava Jato. A transcrição foi relevada na segunda, 23, pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com os denunciantes, no diálogo "verifica-se que, durante toda a conversa divulgada, resta inequívoco o propósito do Denunciado de utilizar o governo de Michel Temer para atrapalhar ou impedir as apurações da operação contra os agentes políticos envolvidos". "É clara - sem sombra de dúvidas - a intenção do Senador denunciado de buscar proteção pessoal e se esquivar do alcance das investigações, mediante um grande acordo", diz o texto.

O documento faz uma analogia ao caso de Delcídio do Amaral (sem partido-MT), que foi preso e acabou cassado após a divulgação de áudios em que ele foi flagrado articulando para obstruir o trabalho dos investigadores da Lava Jato. A representação contra Delcídio foi relatada por Telmário Mota.

"Há um claro propósito de que o novo governo, com o vice-presidente Michel Temer, resolva os 'problemas' que a 'Operação Lava Jato' acarretou à classe política tradicional no Brasil. Além disso, os áudios demonstram a opinião do Senador de que seria necessário afastar a Presidente da República, Dilma Rousseff, para que a sangria da 'Operação Lava Jato' seja estancada", afirma o documento.

Pouco antes de entrar com a denúncia, Telmário Mota afirmou que considerou a gravação uma flagrante tentativa de obstrução de Justiça. "Ele fala que é preciso ter o impeachment para fazer um pacto nacional para paralisar a Operação Lava Jato. Isso é obstrução da Justiça", disse.


Já como senador, Jucá compareceu à sessão do Congresso para votar a alteração da Meta Fiscal. No plenário, Jucá disse que no diálogo gravado não há nenhuma ação que denote tentativa de impedir a Lava Jato. Jucá afirmou que solicitou informações ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para saber se houve algum crime no diálogo gravado. "Falei para Michel (Temer) que me afastei enquanto a PGR não responder essa questão", disse. "Amanhã me defenderei no plenário do Senado", completou.

Órgãos do Governo do Estado não terão expediente nesta quinta (26) e sexta-feira (27)

Em virtude do feriado de quinta-feira (26), dia de Corpus Christi, os órgãos do Estado, com exceção daqueles que prestam serviços considerados de natureza essencial, não funcionarão na quinta e sexta-feira (26 e 27).
O Governo do Maranhão informa que na próxima sexta-feira (27) será ponto facultativo para órgãos públicos do Estado, conforme estabelecido no decreto nº 31.473, de 18 de janeiro de 2016, que define os feriados e pontos facultativos da administração pública estadual, em 2016.

Em virtude do feriado de quinta-feira (26), dia de Corpus Christi, os órgãos do Estado, com exceção daqueles que prestam serviços considerados de natureza essencial, não funcionarão na quinta e sexta-feira (26 e 27), feriado e ponto facultativo, respectivamente. As atividades serão retomadas na próxima segunda-feira (30).

O calendário de feriados e pontos facultativos da administração pública estadual de 2016 é estabelecido por meio do Decreto 31.473, de 18 de janeiro de 2016, e deve ser observado pelos órgãos da Administração Estadual, incluindo as Autarquias e Fundações Públicas.

PF prende envolvidos em crimes contra a Previdência em São Luís

A Polícia Federal cumpriu 12 Mandados Judiciais, sendo um de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e sete de busca e apreensão. Dentre os Mandados Judiciais consta, ainda, a previsão de arresto de bens imóveis e de veículos no nome dos investigados.
A Força-Tarefa Previdenciária, integrada pelo Departamento de Polícia Federal, Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério Público Federal, com a finalidade de reprimir crimes previdenciários, deflagrou hoje (24/05), na cidade de São Luís/MA, a ‘Operação Casa Cheia’.

As investigações, iniciadas no ano de 2015, levaram à identificação de um esquema criminoso com atuação desde 2011, responsável pela concessão de benefícios de amparo social ao idoso fraudulentos. Os titulares eram pessoas fictícias, criadas virtualmente através da falsificação de documentos públicos.

No esquema criminoso havia a participação de três servidores do INSS e de intermediários.

A investigação contou também com o auxílio do Instituto de Identificação do Estado do Maranhão, que desde o ano passado vem colaborando intensamente com os trabalhos desenvolvidos pela Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários, especialmente na identificação de Documentos de Identidade falsos.

A Polícia Federal cumpriu 12 Mandados Judiciais, sendo um de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e sete de busca e apreensão. Dentre os Mandados Judiciais consta, ainda, a previsão de arresto de bens imóveis e de veículos no nome dos investigados, além da determinação para que o INSS suspenda/bloqueie o pagamento de 43 benefícios de amparo social ao idoso e realize auditoria em outros 27 benefícios dessa mesma espécie.

Com relação aos servidores da autarquia previdenciária, há a proibição de frequentar o local de trabalho, e a determinação para o afastamento das funções públicas pelo prazo de 90 dias.

A operação contou com a participação de policiais federais e de servidores da área de inteligência do Ministério do Trabalho e Previdência Social- a Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Riscos (APEGR).

O prejuízo inicialmente identificado se aproxima de R$ 1,65 milhão. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão desses benefícios, levando-se em consideração a expectativa de sobrevida média da população brasileira, é de aproximadamente R$ 1 milhão.

A Operação foi denominada ‘Casa Cheia’ em face dos titulares de 42 benefícios identificados supostamente residirem em apenas duas residências, levando-se em conta o endereço cadastrado nos benefícios.

A eficiência vencendo o medo

O governador Flávio Dino reuniu a cúpula do sistema de segurança, reuniu o Sindicato das Empresas de Transportes, reuniu o Sindicato dos Rodoviários, recebeu apoio de todos eles e a tentativa de implantar o terror na capital maranhense usando gasolina, políticos adversários, blogs, sites e toda a rede social, não funcionou.
Editorial JP
24 de maio

Os bandidos não contavam com a impressionante reação da polícia do Maranhão aos ataques a ônibus engendrados no último final de semana. Polícia em pontos estratégicos, polícia nos terminais de integração, polícia nos bairros, nas ruas dentro dos ônibus, perseguindo marginais nas avenidas, nas matas, nos mangues, nas bocas de fumo... Foi a eficiência vencendo o medo.

Pouco mais de vinte e quatro horas depois, cerca de 40 delinquentes estavam na cadeia e no sábado, mesmo correndo o risco de enfrentar situações isoladas, como realmente enfrentaram, os empresários do setor de transportes coletivos, acreditando no dedicado incansável trabalho da polícia garantiram os ônibus circulando na cidade.

Enganaram-se os que tentaram “tocar o terror” na cidade. O próprio secretário de Segurança, Jefferson Portela, na companhia do comandante geral da PM, Frederico Pereira, e com o apoio determinado do governo do Estado, foi a campo enfrentar a facção criminosa responsável, que, destemperada, encurralada, tentava conseguir seus objetivos sinistros nas ruas de São Luís.

O governador Flávio Dino reuniu a cúpula do sistema de segurança, reuniu o Sindicato das Empresas de Transportes, reuniu o Sindicato dos Rodoviários, recebeu apoio de todos eles e a tentativa de implantar o terror na capital maranhense usando gasolina, políticos adversários, blogs, sites e toda a rede social, não funcionou. Mesmo com a sensação de insegurança que tentaram impor a população, no geral, sentiu-se segura com o tanto de policiamento que viu nas ruas e não mudou sua rotina.

As megaoperações que detonaram a crise econômica e o desespero no narcotráfico prosseguiram e prosseguem. Quarenta Kg de droga apreendidos no sábado, 700 mil reais em crack e cocaína no domingo... Enfim, não conseguiram, como em 2014, implantar o terror. As escolas funcionaram normalmente, os bares, os trabalhadores não deixaram de trabalhar, as donas de casa continuaram fazendo compras e a bandidagem enxergou que “o buraco é mais embaixo”, principalmente quando viu, um a um, sendo agarrado enfiado na cadeia.

E o que é pior para os incendiários é que serão todos, segundo o secretário Jefferson Portela, autuados em flagrante por associação criminosa, o que implica em passar um bom tempo na cadeia, independente do esforço dos advogados que vierem a contratar.

Todo o poder do Estado nas ruas, todo esse aparato de intervenção policial em defesa da sociedade, todas essas prisões, o maior volume de drogas já apreendido na história do Maranhão e uma bandalha lamentável insiste em falar de acordos entre o governo e facções criminosas.

Somente a Polícia Civil, por meio da Superintendência de Repressão ao Narcotráfico, apreendeu quase 600 Kg de drogas nos últimos dois meses e enfiou 70 traficantes na cadeia, sem contar os 40 presos no último final de semana. Acordos, portanto, só existem nas mentes dos ideologicamente desviados e dos financeiramente inconformados.

Não houve pânico nem terror, a polícia conteve o banditismo e o governo mostrou que hoje temos autoridade no Maranhão. Eles vão continuar tentando, mas, agora, sem a certeza da impunidade.

54 prisões são efetuadas na Grande Ilha em ações de combate à criminalidade; operações prosseguem nesta terça-feira

As operações de repressão a incêndios criminosos foram mantidas nesta segunda-feira (23). Até agora, as Polícias Civil e Militar já somaram 54 prisões desde o início das operações na noite de quinta-feira (19). Incursões em bairros sensíveis, policiamento embarcado e blitzen estratégicas em locais de grande circulação fortalecem as articulações das Forças de Segurança do Maranhão para conter as ações criminosas e restabelecer a paz na Região Metropolitana de São Luís.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, será mantido o trabalho ininterrupto realizado desde o início dos ataques, com a presença dele e do comandante-geral da Polícia Militar, Frederico Pereira, no comando das equipes de policiais civis, militares e Corpo de Bombeiros, percorrendo ruas e avenidas, bairros e áreas mais sensíveis, e dando suporte aos inúmeros pontos de controle espalhados por São Luís.

“Essa operação é para garantir a segurança do transporte público, nós estamos percorrendo todos os pontos sensíveis da Grande Ilha. Nós estamos percorrendo onde o nosso pessoal está posicionado, para dar apoio a eles e estarmos prontos para fazermos intervenções em qualquer momento que se faça necessário, e, assim segue enquanto necessário for”, explicou o secretário Jefferson Portela.
Como resultado das ações que foram deflagradas desde o início das ocorrências na quinta-feira (19), foram presos até o final da tarde desta segunda-feira (23) um total de 54 suspeitos, sendo que 25 deles foram autuados em flagrante, por relação direta com os incêndios.

“A polícia ficará integralmente mobilizada para manter esse reforço o tempo que for preciso. Trabalharemos sem trégua, mostrando o claro compromisso da Polícia Militar com os cidadãos”, afirmou o comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Frederico Pereira.

O delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Mello, explicou que o foco das ações é, essencialmente, o combate aos ataques criminosos, mas que elas também reforçam a atuação de combate a outros tipos de crimes, já que elas representam uma atuação mais ostensivas das forças policiais. “Estamos unidos para garantir a continuidade da ordem pública na nossa cidade. A integração das forças das polícias garantirá o sucesso da nossa operação”, destacou.

Fiscalização

Diversos órgãos do Estado foram mobilizados para assegurar a oferta ininterrupta do serviço de transporte público à população. No total, nove garagens de ônibus estão tendo a entrada e saída de ônibus monitoradas, diariamente, das 15h às 21h. As fiscalizações que iniciaram no domingo (22), pretendem garantir quantitativo adequado de veículos circulando, observando itens como qualidade e segurança.

“O objetivo é garantir o direito básico do consumidor. Estamos verificando se os ônibus realmente estão na rua, garantindo esse serviço que é essencial. Essa é uma ação conjunta e, quando vários órgãos se unem, cada um com sua legitimidade, quem sai ganhando é o cidadão, que fica mais protegido e pode ter um serviço com qualidade e segurança”, informou o presidente do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Duarte Júnior, órgão que está atuando em parceria com a Agência de Mobilidade Urbana (MOB), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros nas fiscalizações.

Planejamento
Toda a intensificação do trabalho da polícia foi feita mediante articulação definida em reuniões estratégicas desde a madrugada da sexta-feira (20), logo após o início dos incêndios criminosos. Desde então, sucessivas reuniões coordenadas pelo governador Flávio Dino definem, juntamente com a cúpula da Segurança Pública, novas estratégias para combater as ações criminosas.

No sábado (21), o governador Flávio Dino esteve nas ruas acompanhando a atuação das Polícias Militar, Civil e do Corpo de Bombeiros. Além de conferir de perto o trabalho intensivo de policiamento desempenhado desde a última quinta-feira (19), o governador aproveitou para conversar e ouvir as impressões da população. Foram visitados os bairros do Coroadinho e Cidade Olímpica e também os terminais da Beira-Mar, Cohab e São Cristóvão.

“A cidade está policiada. Estive no Coroadinho e conversei com moradores e comerciantes. A polícia está presente para garantir a ordem pública”, afirmou o governador.

Avanços na segurança

São recorrentes os esforços da atual administração estadual para reaparelhar o sistema de segurança do Estado, que não recebia grandes investimentos há anos. 

O reforço do efetivo, com a incorporação de 1.500 novos policiais, novas viaturas e novas armas, além da organização do sistema penitenciário são alguns exemplos dos investimentos realizados no setor nos últimos 17 meses. 

“Nós, muito recentemente, tivemos o fato histórico de um ano sem nenhum homicídio no sistema penitenciário. Isso mostra exatamente que nós estamos recuperando a autoridade do Estado que estava degradada”, frisou o governador Flávio Dino.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Governador reúne cúpula da Segurança Pública para definir ações das próximas horas

O governador Flávio Dino voltou a se reunir com a cúpula do sistema de Segurança do Estado na tarde desta segunda-feira (23), no Palácio dos Leões. Na pauta do encontro, avaliação das ações das forças policiais e definição de estratégias para as atividades das próximas horas.

Desde quando os incêndios criminosos a ônibus foram deflagrados na última quinta-feira (19), o governador Flávio Dino, o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Pereira, o delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Melo, e o chefe do Gabinete Militar, Coronel Leite, estão se reunindo diariamente para determinar os procedimentos que garantam a segurança da população da Região Metropolitana de São Luís.

Com ações firmes e operações específicas de abordagens e embarque nos coletivos, além de patrulha permanente de motocicletas e viaturas, as forças de segurança já realizaram 54 prisões, das quais 25 autuados em flagrante, com relação direta com os incêndios. “Luta pela paz, contra quadrilha que quer voltar a mandar em Pedrinhas”, ressaltou o governador, destacando o forte combate às facções criminosas.

Toda a intensificação do trabalho da polícia foi feita mediante articulação definida em reuniões estratégicas desde a madrugada da sexta-feira (20), logo após o início dos incêndios criminosos. Desde então, sucessivas reuniões coordenadas pelo governador Flávio Dino definem, juntamente com a cúpula da Segurança Pública, novas estratégias para combater as ações criminosas.


Além das prisões, as ações estratégicas têm surtido efeito ao longo dos dias, com presença de policiamento intensivo nas áreas mais críticas e o reforço ao combate a outros tipos de crimes. “Faremos nova reunião amanhã”, enfatizou Flávio Dino.

Sérgio Machado gravou também Sarney e Renan

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada.
POR LAURO JARDIM
O Globo

Sérgio Machado não gravou apenas Romero Jucá. O ex-presidente da Transpetro na era PT registrou também áudios de Renan Calheiros e José Sarney.

Nestes dois casos os registros foram feitos em conversas privadas que Machado teve com cada um dos dois, separadamente.

Quem teve acesso aos áudios diz que o que foi revelado hoje em relação a Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram.

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada.

Na delação, Machado gravou apenas três políticos: o responsável pela sua indicação para a Transpetro (Renan), Sarney e Jucá. Mas comprometeu outros senadores do PMDB. São eles Jáder Barbalho e Edison Lobão.

Eduardo Cunha, Aécio Neves, José Dirceu e Lula não aparecem nos depoimentos dados por Machado.


A delação de Machado está na mesa do ministro Teori Zavascki, esperando homologação. 

Flávio Dino estava certo: "Golpe" é promovido por quem quer parar a Lava Jato

Em abril, o governador Flávio Dino concedeu uma longa entrevista ao site UOL onde revelou que a trama para derrubar a presidente Dilma Rousseff tinha também o objetivo de barrar as investigações da Lava Jato, pois muitos dos apoiadores do 'golpe' foram citados em delações premiadas. Os diálogos entre Romero Jucá (PMDB), hoje Ministro de Planejamento de Temer, e Sérgio Machado, revelando toda a trama, mostram que o governador tinha razão.

"Há de outro lado interesses de oportunistas que imaginam que derrubar a presidente seja caminho para parar a Lava Jato. Visam se proteger exatamente atacando a presidente, sobre a qual não pesa qualquer acusação”, disse o governador.

O governador, que prevê "o caos" a partir de um impedimento de Dilma, acusou ainda o vice-presidente Michel Temer de ser um dos "comandantes do golpe" e lembrou que, caso o peemedebista assuma após interrupção do mandato da petista, ele também terá de sofrer processo semelhante: "o próprio teria contra si a mesma acusação de ter assinado decretos de crédito sem autorização legal".


Confira o teor da entrevista.







Guerra contra o atraso

Batalhas travadas em várias dimensões, que não se resolvem do dia para a noite. Em 17 meses, a população viu o Estado recuperar a autoridade sobre o sistema penitenciário, onde centenas de vidas eram ceifadas nas guerras entre facções. Mais de 1.500 policiais contratados reforçam o efetivo e a presença das forças policiais nas ruas.
Por Robson Paz
Radialista, jornalista,
Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos

Por décadas, direitos essenciais foram negados à maioria da população maranhense. Direitos civis, sociais e coletivos. Direito a ter identidade, acesso a registro civil, por exemplo. Documento básico para o exercício da cidadania. Direitos sociais, como acesso à educação e segurança foram negligenciados pelo Estado.

Na década passada, em pleno século 21, apenas 58 dos 217 municípios maranhenses tinham ensino médio. As forças de segurança do Estado foram progressivamente sucateadas. A menor relação policial por habitante do país. Municípios sem delegacias, polícias sem armas e viaturas. Sequer existia sistema de comunicação. Policiais se comunicavam por meio de celulares.

Tanto descaso associado a uma sociedade, em que cada vez mais os valores familiares perdem espaço para a midiatização da violência, não é de estranhar que o tempo cobre a fatura.

Por certo tantos erros corroboram para a violência. Basta ver o perfil dos deliquentes. No mais das vezes adolescentes excluídos socialmente e recrutados pelo tráfico. Uma tragédia social, que exigirá esforço de anos, talvez décadas, para que sejam minimizados os índices de criminalidade e violência.

E por mais paradoxal que seja a reação dos criminosos ocorre porque o governo inverte a ‘política’ de negação de direitos. Batalhas travadas em várias dimensões, que não se resolvem do dia para a noite. Em 17 meses, a população viu o Estado recuperar a autoridade sobre o sistema penitenciário, onde centenas de vidas eram ceifadas nas guerras entre facções. Mais de 1.500 policiais contratados reforçam o efetivo e a presença das forças policiais nas ruas.

Novas viaturas, armamentos e sistema de comunicação moderno foram adquiridos. Policiais valorizados e com estímulo para trabalhar. Com o Pacto pela Paz, o governador Flávio Dino instituiu premiação por apreensão de armas de fogo e a interação permanente das polícias com os conselhos comunitários para ajudar no combate ao crime.

Noutro flanco, mais investimentos na educação profissionalizante visando garantir à juventude conhecimento e acesso ao mercado de trabalho. Escolas dignas para as crianças subjugadas a estudar em escolas de taipa e palha; valorização dos professores. Medidas que certamente ajudarão nosso estado a vencer a guerra contra o atraso.

Funac confirma recaptura de 24 adolescentes infratores, de um total de 26 que fugiram do Centro de Juventude Canaã, no Vinhais


A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), vinculadda à Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), acaba de divulgar nota oficial sobre a fuga de 26 adolescentes do Centro de Juventude Canaã, no Vinhais, no domingo (22).

Esclarece que a fuga ocorreu no horário de almoço, no momento em que os alojamentos são abertos para a entrega de refeições, não havendo motim ou rebelião. Dos fugitivos, 24 já foram recapturados e a polícia trabalha para capturar os outros dois restantes.

Confira a íntegra da nota.

NOTA

Muitos adolescentes foram recapturados
na Praça do Letrado, no Vinhais
Em razão da fuga de 26 adolescentes do Centro de Juventude Canaã, no bairro do Vinhais, na manhã deste domingo (22), a Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), órgão vinculado à Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) vem a público esclarecer:

1 – Dos 26 adolescentes que conseguiram fugir se aproveitando do horário do almoço, em que os alojamentos são abertos para a entrega das refeições, 24 já foram recapturados e as buscas continuam no sentido de apreender os dois restantes.

2 – Não houve motim, rebelião ou similar.

3 – Os adolescentes cumprem medida cautelar e o art. 108 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispõe que a internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de até quarenta e cinco dias, ou seja, esse é o tempo que os adolescentes podem permanecer na Unidade.

4 – Sempre que há ocorrência de fugas são tomadas as medidas administrativas para apuração dos fatos.

5 – Como forma de prevenir situações semelhantes a Funac está investindo em medidas de segurança. Vale ressaltar ainda que os servidores estão sendo capacitados no curso de rotina e procedimentos de segurança em parceria com a Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (SEAP). Também está sendo estruturado o grupo de intervenção em cada Unidade de atendimento.

6 – Por fim, a Funac reitera seu compromisso com a melhoria do sistema socioeducativo.

Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato; Sarney é citado na articulação

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária "uma coisa política e rápida".
"Eu acho que a gente precisa articular uma ação política", concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
RUBENS VALENTE
FOLHA DE S. PAULO/DE BRASÍLIA

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente "jamais pensaria em fazer qualquer interferência" na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. [...] Ele acha que eu sou o caixa de vocês".

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma "estrutura" para protegê-lo: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".

Mais adiante, ele voltou a dizer: "Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". Jucá concordou que o caso de Machado "não pode ficar na mão desse [Moro]".

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária "uma coisa política e rápida".

"Eu acho que a gente precisa articular uma ação política", concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. "Não pode", disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. "Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade."

E chamou Moro de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo". "É. Delimitava onde está, pronto", respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com "ministros do Supremo", os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado "pelo PMDB nacional", como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan "remotamente, como destinatário" dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS
Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ - Sim.

MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ - Eu acho que...

MACHADO - Tem que ter um impeachment.

JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO - E quem segurar, segura.

JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO - Odebrecht vai fazer.

JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.

MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.

MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...

JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...

MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[...]

MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...

MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.

JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.

MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...

JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...

JUCÁ - É, a gente viveu tudo.

JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...

MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...

JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.


JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Postagens relacionadas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...