Cidade Jardim

domingo, 21 de dezembro de 2014

Assista ao programa "Comando da Noite" apresentado na noite de sábado(20), na Rádio Voz do Maranhão online

Já está disponível no Youtube a íntegra do programa "Comando da Noite", apresentado por Gilberto Lima, na noite de ontem, sábado(20), de 22h à meia-noite. 

Destaque para a reprise do discurso de Flávio Dino na solenidade de diplomação, com comentários sobre esse momento histórico na política maranhense.

A rádio Voz do Maranhão online tem inovado com a transmissão de programas, aos sábados e domingos, via hangout, no Youtube. 

Confira.

sábado, 20 de dezembro de 2014

"Os comunistas venceram", destaca artigo de Carta Capital

O Maranhão acorda e elege Flávio Dino. Manoel da Conceição vibra


Aos 92 anos de vida, o PCdoB elegeu o seu primeiro governador, Flávio Dino

Dentro de poucos dias, o Brasil dará um passo em direção à modernidade do Maranhão, hoje um estado nordestino em decadência. Os maranhenses estão prestes a perder a condição de súditos de uma oligarquia para se tornarem cidadãos de uma unidade federativa de fato. Pouco ou muito? Na prática, isso significará o fim da dinastia comandada por José Sarney, que, favorecido por fatalidade, no caso a morte de Tancredo Neves, tornou-se o 20º presidente do Brasil entre 1985 e 1990, por eleição indireta.

Demorou essa mudança de status do Maranhão. Uma demora angustiante, mas absolutamente normal em um país onde quase tudo ocorre em movimentos lentos, sem transformações bruscas. A história do Brasil, como anotou, insatisfeito, o jornalista republicano Silva Jardim (1860-1891), “parece puxada a charrete”.

No dia 5 de outubro, a charrete avançou um pouco mais rápido. O ex-juiz federal, ex-deputado federal e professor universitário Flávio Dino, também filiado ao PCdoB e filho de um ex-deputado cassado pela ditadura, acusado de ser comunista, pôde finalmente, abraçado ao pai e ao histórico líder camponês Manoel da Conceição, também vítima do regime militar, comemora: “Os comunistas venceram”.

Não se assuste, pessoal! Isso foi tão somente uma boa ironia dos vencedores com os adeptos de um mundo que ruiu. Tardou, mas aconteceu.

Aos 92 anos de vida, o PCdoB elegeu o seu primeiro governador, derrubando uma oligarquia quase cinquentenária. Mas ela mantém intactos alguns tentáculos poderosos. Ela domina, por exemplo, quase todo o sistema de comunicação do estado. Os Sarney, nesse capítulo, cederam um pouco aos aliados. A família Lobão é um deles. Representada no poder por Edison Lobão, ministro de Minas e Energia de Dilma, e o filho dele, alcunhado Lobinho, que, apoiado oficialmente pelo PT, perdeu a disputa para o governo estadual. Governava então Roseana Sarney.

Pouco antes da eleição, entrevistado pela tevê local, a Mirante, afiliada da Globo, Flávio Dino foi surpreendido com a pergunta inusitada do entrevistador: “Se vencer, o senhor vai implantar o comunismo no Maranhão?”

Em resposta à provocação, Dino prometeu implantar a democracia e mudar os porcentuais hediondos dos indicadores sociais alimentados pelo descaso dos governos dos últimos 50 anos. Ou seja, a família Sarney essencialmente.

Eis alguns exemplos: o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) está emparelhado com o Brasil... de 1980. Lá está a segunda pior expectativa de vida do País e, também, o segundo maior índice de mortalidade infantil. Esse é um pequeno retrato do flagelo ao qual o IBGE acrescentou, na terça-feira, 16, mais um dado: o Maranhão tem menos da metade da população com alimentação garantida.

O feito de Flávio Dino e aliados “não foi algo simples ou fácil e até desafiou a lógica política de um estado marcado pelo patrimonialismo que sustenta o poder familiar de José Sarney desde 1965”, anota o governador eleito.

A esperança não tinha morrido. Adormecia. Despertou então desse longo pesadelo. Os maranhenses, por quase 64% dos votos, “proclamaram a República”. É outra forma usada por Dino para comemorar a vitória, ocorrida numa das mais pobres regiões do País.

A vitória foi construída, segundo o governador eleito, e um terreno no qual “eram visíveis as rachaduras no bloco oligárquico, que teve dificuldades em definir o projeto e sentiu o peso da rejeição popular”.

O sentimento antioligárquico, manifestado em vários momentos no Maranhão, ampliou-se. A história dessa disputa é muito mais longa e variada. De qualquer forma, mesmo em algumas linhas, o desfecho será igual ao de um relato mais longo. O final feliz.

P.S.: Este colunista entra em férias e retomará a batuta em fevereiro.

O discurso de um verdadeiro representante do povo

Gilberto Lima

Confira o discurso do governador eleito Flávio Dino na solenidade de diplomação


Como não se emocionar com o discurso do governador eleito Flávio Dino, na noite de ontem, sexta-feira(19), depois de receber o diploma que o habilita a tomar posse no comando do governo do Maranhão? Tenho certeza que, diante de tanta emoção, muitos deixaram uma lágrima correr no rosto. Foi um discurso de quem fala com o coração, com alma. Sentimento de quem sofre com o sofrimento de nossa gente.

Fez questão de dedicar o diploma ao povo do Maranhão. Que luta, que sofre, que chora e que passa fome. Lembrou dos Joões, Marias e Josés, desamparados e abandonados em todos os cantos do Maranhão. Um diploma que não é papel, mas é vida. Diploma que coloca em suas mãos, e de sua equipe e de todos os que fizeram parte dessa luta de libertação, a árdua missão de tirar o Maranhão do atraso a que foi submetido ao longo de cinco décadas.

O governador fez questão de lembrar que o Maranhão, de acordo com dados divulgados nesta última semana, é o campeão em número de pessoas que passam fome. Um desafio a ser superado, com ações voltadas para os menos favorecidos. Para os deserdados pela oligarquia que concentrou renda e poder. Que utilizou o poder para aumentar seu patrimônio em detrimento da melhoria de vida do povo do Maranhão.


Flávio Dino fez questão de pontuar a necessidade de um combate permanente à corrupção, como num recado direto a todos os que vão fazer parte do governo e àqueles que darão suporte a esse governo. Demonstra que terá tolerância zero com quaisquer desvios de condutas e não fará acordo fora dos preceitos estabelecidos na constituição e nas normas dos órgão de controle. Nesse aspecto, fez questão de lembrar, por exemplo, a importância da Operação Lava Jato que está fazendo uma verdadeira faxina na Petrobrás, além de escancarar o envolvimento de políticos com a corrupção e desvios de recursos públicos, via empreiteiras. Sabe que um combate firme às práticas de corrupção será condição sine qua non para o êxito de seu governo.

Enfim, foi apenas o primeiro discurso marcado pela emoção, pelo choro, pelo sentimento de liberdade. Outros estão por vir. Está nascendo um novo Maranhão, com um governador que já conquistou os corações dos maranhenses! 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Em discurso emocionado, Flávio Dino enfatiza combate às desigualdades sociais como meta

O foco no combate às desigualdades sociais existentes no Maranhão reflete o entendimento do próximo governador do Estado sobre as prioridades em sua administração
De quem são e o que significam os diplomas entregues na tarde do dia 19 de dezembro de 2014, em São Luís, aos candidatos eleitos? Com esta reflexão, Flávio Dino conduziu o discurso de diplomação para frisar que sua atuação como governador será em nome dos milhões de maranhenses que sofrem pela falta de assistência do Poder Público.

Eleito governador do Maranhão com 63,4% dos votos no primeiro turno, Flávio Dino fez seu primeiro pronunciamento oficial na Diplomação dos Eleitos organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Para ele, o ato da diplomação marca a vontade de milhões de maranhenses esquecidos pelo Poder Público, e que devem ser lembrados em todas as ações do próximo governo.

Defendendo a superação das desigualdades refletidas nos índices sociais alarmantes como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Dino afirmou que a diplomação não é um mero ato formal, mas um momento carregado de significados.


“Este diploma não é estático, mas é impregnado de vida. Do abraço que foi dado pela criança que encontramos na campanha, por aquela senhora que dizia que ora por nós. Este momento pertence aos mais humildes, aos esquecidos do Maranhão,” disse.

O foco no combate às desigualdades reflete o entendimento do próximo governador do Estado sobre as prioridades para o Maranhão. Segundo ele, o diploma materializa a missão “grandiosa que os eleitos têm pela frente”. Essa missão não é de autoridade, mas de promover a igualdade entre os maranhenses, disse emocionado.

Com o diploma, completou Flávio Dino, os eleitos estão investidos da missão de “ser servidor público, de servir ao povo, de não estar acima dos homens e das mulheres, mas estar junto a eles.”

Uma das metas a serem perseguidas cotidianamente é a fome, que ainda atinge metade dos maranhenses. Dados divulgados pelo PNAD esta semana revelaram que o Maranhão é o estado que possui o maior número de pessoas com insegurança alimentar. “Fome: palavra forte, aguda, cortante, mas que deve ser pronunciada para que lembremos sempre de nossa maior batalha. Essa é a missão que dá sentido maior a este momento”.

Além das desigualdades sociais, Flávio destacou o combate à corrupção e à reforma política que se colocam como temas centrais para atender aos clamores da sociedade, que esperam dos seus representantes políticos a representação “à altura do que os brasileiros merecem” e a prestação de serviços públicos de qualidade.

Acompanhado pela esposa Daniela Lima, Flávio Dino homenageou os seus familiares e se emocionou ao lembrar que seu pai, Sálvio Dino empenhou-se pessoalmente nas caminhadas, carreatas e ações da campanha. Dino citou ainda sua mãe, Rita Maria, e seus irmãos que acompanharam toda a cerimônia. O governador eleito agradeceu ainda aos parceiros de coligação e aos membros do TRE e servidores da Justiça que se empenharam para garantir eleições democráticas no estado.

E finalizou, emocionado: “Aproveito também para agradecer a generosidade do povo do Maranhão. Autenticamente sinto o peso das palavras que pronuncio e sinto peso das tarefas que nos foi incumbida. Junto com elas, sinto também coragem para enfrentar os desafios e por fim às desigualdades”.

Governador eleito do Maranhão, Flávio Dino é diplomado pelo TRE

Acompanhado da família, Flávio Dino reconheceu a união de esforços de todos que acreditam em novo momento para o Maranhão
O governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e o vice, Carlos Brandão (PSDB), foram diplomados na noite desta sexta-feira (19) pelo Tribunal Regional Eleitoral para exercer mandato de quatro anos a partir de janeiro de 2015. Na solenidade, que contou com a presença de mais de 1500 pessoas, foram diplomados além do governador e do vice, o senador eleito Roberto Rocha, 42 deputados estaduais, 18 deputados federais e o primeiro suplente de cada partido e/ou coligação.

Acompanhado da esposa, Daniela Lima e dos pais, Rita Maria e Sálvio Dino, Flávio Dino reconheceu a união de esforços de todos que acreditam em novo momento para o Estado.

"Receber este diploma é um ato marcado de muitos significados. Este diploma não representa um ato solitário. Ele pertence primeiro a Deus, que inspira o bom fazer político, e ao povo do Maranhão. Este diploma é impregnado de vida, cada letra dele é um símbolo do nome de cada maranhense", disse Flávio Dino. 

Ao se pronunciar na mesa, o presidente do TRE, desembargador Froz Sobrinho, fez um discurso de agradecimento aos setores profissionais envolvidos na eleição e à população pelo reconhecimento da lisura do pleito. O presidente do tribunal também desejou um bom desempenho aos diplomados. “Que uma vez empossados exerçam com determinação suas prerrogativas políticas para o bem comum do povo maranhense”.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral explicou que a concessão do diploma é um ato certificativo que autoriza os vencedores do pleito a exercerem os mandatos que obtiveram nas urnas, por meio de resultados sem contestações.

A mesa foi composta por todos os membros da corte do Tribunal Regional Eleitoral, além da desembargadora Cleonice Cunha representando o Tribunal de Justiça, do presidente do Tribunal de Contas, Edmar Cutrim, da desembargadora Nelma Sarney Costa, do deputado Marcelo Tavares, do presidente da OAB, Mário Macieira e pelo governador Arnaldo Melo.

Após receber o diploma, o governador Flávio Dino, que estava ao lado do seu vice Carlos Brandão e do senador Roberto Rocha, foi aclamado pela plateia.

E AGORA, JOSÉ? Roseana Sarney e Edison Lobão estão na lista de 28 políticos beneficiários do propinoduto da Petrobrás

O Estado de São Paulo

O cerco se fecha para Roseana Sarney e Edison Lobão
Paulo Roberto Costa relata em 80 depoimentos relação que inclui ministro e ex-ministros da gestão Dilma Rousseff, governador, ex-governadores e parlamentares; são, ao todo, 10 nomes do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB

Primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa citou em 80 depoimentos que se estenderam por duas semanas, entre agosto e setembro, uma lista de 28 políticos – que inclui ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff (PT), deputados, senadores, governador e ex-governadores.

O Estado obteve a lista completa dos citados. A relação inclui ainda parlamentares que integram a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso como supostos beneficiários do esquema de corrupção e caixa 2 que se instalou na petrolífera entre 2004 e 2012.

Há nomes que até aqui ainda não haviam sido revelados, como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014, além dos deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS). Entre os congressistas, ao todo foram mencionados sete senadores e onze deputados federais.

O perfil da lista reflete o consórcio partidário que mantinha Costa no cargo e contratos bilionários da estatal sob sua tutela – são 8 políticos do PMDB, 10 do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Alguns, segundo o ex-diretor de Abastecimento, recebiam repasses com frequência ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão – dinheiro que teria sido usado em campanhas eleitorais. Outros receberam esporadicamente – caso, segundo ele, do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB e em 2009 teria pedido R$ 10 milhões para arquivar uma CPI da Petrobrás no Senado.

Sobre vários políticos, o ex-diretor da estatal apenas mencionou o nome. Não revelou valores que teriam sido distribuídos a eles ou a suas agremiações.

Foram citados os ex-governadores do Rio Sérgio Cabral (PMDB), do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – que morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto, durante campanha presidencial.

Primeiro escalão 
A lista inclui também o ex-ministro Antonio Palocci (PT), que ocupou a Esplanada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).

Os 28 nomes são exclusivamente de políticos que teriam sido beneficiários dos negócios da diretoria de Costa. A Polícia Federal e a Procuradoria da República trabalham com outros nomes de políticos que se relacionavam com os ex-diretores da estatal Renato Duque (Serviços) e Internacional (Nestor Cerveró).

As revelações foram feitas em depoimentos prestados por Costa à força tarefa da Lava Jato e fazem parte do acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor com o Ministério Público Federal em troca de redução da pena. Desde que sua delação foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal, ele cumpre prisão em regime domiciliar, no Rio.

Alguns nomes dessa lista também aparecem na relação fornecida pelo doleiro Alberto Youssef, que firmou acordo semelhante – ainda não homologado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve denunciar os envolvidos no esquema de desvios da estatal em fevereiro, quando tem início a nova legislatura (mais informações no texto abaixo).

A delação do ex-diretor da Petrobrás, já homologada pelo Supremo, estava com Janot desde novembro. Ele aguarda o teor do depoimento de Youssef para cruzar os nomes citados, o que deverá ser realizado até o início da próxima legislatura.

Foro
Na troca da composição do Congresso, alguns dos citados perdem foro privilegiado e passam a ser julgados pela Justiça de primeira instância. Por decisão do ministro Teori Zavascki, as investigações permanecem divididas entre a Suprema Corte e a Justiça Federal no Paraná, onde serão investigados os acusados que não têm mandato.

A lista de 28 nomes foi revelada por Costa exclusivamente no âmbito da delação premiada. Como são citados políticos com foro privilegiado, o caso foi parar no STF. Em depoimentos à primeira instância da Justiça Federal, o ex-diretor da Petrobrás não falou de políticos, mas citou que o PP, o PMDB e o PT recebiam de 1% a 3% sobre o valor dos contratos da estatal para abastecer caixa de campanha.

A investigação desvendou uma trama de repasses a políticos na estatal. A Lava Jato foi desencadeada em março e identificou a parceria de Costa com o doleiro Youssef. Na última fase da operação, deflagrada em 14 de novembro, foram presos os principais executivos e dirigentes das maiores empreiteiras do País, todos réus em ações penais por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, crimes de cartel e fraudes a licitações.

FAUSTO MACEDO, RICARDO BRANDT, JULIA AFFONSO e FÁBIO FABRINI

Aeronave é apreendida na casa do senador Lobão Filho

TV Guará – Na tarde desta quinta-feira (18), foi realizada a busca e apreensão de um helicóptero que estava na residência do senador Edison Lobão Filho (PMDB), no bairro do Olho D’Água, em São Luís. 

A aeronave teria sido comprada mediante fraude bancária no Estado do Pará e teria sido, ainda, utilizada pelo ex- ministro Carlos Lupi e pelo senador Lobão Filho durante a campanha para o Governo do Estado do Maranhão.

A ação de reintegração de posse também deve ir em busca de mais de 60 veículos que foram adquiridos utilizando o mesmo esquema fraudulento. Os agentes bancários avaliaram o caso como um grande esquema de lavagem de dinheiro.

Confira a reportagem completa:

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Homenageados relembram lutas passadas durante Premiação José Augusto Mochel

Os premiados também comemoraram o novo momento político do Estado

O reconhecimento das lutas passadas e a celebração do novo momento político do estado marcou a noite de homenagens da 8ª Edição do Prêmio José Augusto Mochel. Ao relembrar a trajetória combativa dos que receberam a premiação nesta e nas edições anteriores, os homenageados assinalaram o novo momento político do Maranhão como um prenúncio para o estabelecimento de avanços sociais no estado.

Ao abrir a cerimônia de premiação, o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino, que junto com o PCdoB criou a celebração, rememorou a vida e as lutas dos homenageados in memorian. "O sentido principal do Mochel é de sublinhar a luta dos que batalharam antes de nós para que fosse possível este momento de celebração da vitória", disse Flávio Dino.

O presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, avaliou o momento como uma oportunidade de reconhecer os ideais que nortearam a luta dos homenageados através do trabalho por um Maranhão mais justo e igual. “Este é o dia que buscamos na memória as luzes para o presente e para o futuro”.

Maria Querubina, uma das premidas, expressão da luta pela reforma agrária e valorização das quebradeiras de coco, frisou que será permanente a reivindicação pela transformação social, mas que a vitória de Flávio Dino representa uma grande esperança para as pautas sociais. “Este prêmio não é meu, é do povo do Maranhão que elegeu Flávio Dino. É o povo que merece este prêmio. Nossa luta continua, peço que não fique esquecida a luta dos extrativistas", avaliou.

Outras personalidades maranhenses também foram homenageadas no evento, entre elas, Dilermando Toni, Clay Lago, Francisco Sales e Haroldo de Oliveira. A cerimônia de entrega das premiações contou também com a participação de Laurinda Pinto, Bira do Pindaré, Julião Amin, Teresinha Fernandes, Elba Mochel e Reginaldo Teles.

No discurso de encerramento, Flávio Dino lembrou que a trajetória de vida de todos os homenageados na premiação representa uma inspiração para todos que desejam ser protagonistas na luta por um Maranhão melhor.
“A celebração do êxito de 2014 só é possível na dimensão do reconhecimento do passado. É celebrando os êxitos de 2014 que homenageamos os companheiros deste ano", finalizou Dino.

Conheça o perfil dos homenageados da Premiação José Augusto Mochel 2014:

José Machado
Liderança sindical do município de PIO XII assassinado na luta pela terra em 1983. José Machado era membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e das comunidades eclesiais de base.

Nelson Brito
Foi coordenador do Laborarte e diretor do Teatro Artur Azevedo, com destacada militância na área cultural. Nelson Brito coordenou o Festival Internacional de Música de São Luís, presidiu a Fundação Municipal de Cultura e foi membro da Confederação Nacional de Teatro.

Antônio Soares
Militante político histórico do Partido dos Trabalhadores, Antônio Soares era funcionário público e defensor das causas do povo. Morreu em junho deste ano em sua cidade natal Barra do Corda.

Dilermando Toni
Economista mineiro que mudou para o Maranhão em 1970. No município de Santa Luzia Dilermando Toni articulou uma estrutura em apoio a guerrilha do Araguaia. Foi presidente do PCdoB/MA na década de 80 e hoje é membro do Comitê Central.

Clay Lago
Médica formada pela Universidade Federal do Maranhão. Militante política e social, fez de sua vida profissional um instrumento de luta a favor das lutas de libertação dos oprimidos. Fundadora do Partido Democrático Trabalhista do Maranhão e membro do Diretório Estadual sendo candidata ao Senado da República em 1982 e a Vice Governadora em 1998 pela legenda do PDT. Quando Primeira Dama do Município (3 vezes) e do Estado, coordenou os Foros de Primeiras Damas, onde foram discutidas a implantação e descentralização de Políticas Públicas Federais e Estaduais no Estado  e nos Municípios.Atualmente é Presidente do Instituto Jackson Lago.

Francisco Sales
Líder sindical e ex-presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Maranhão (Fetaema), Francisco Sales tem reconhecida atuação na luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.

Maria Querubina
Quebradeira de Coco com grande atuação na luta pela reforma agrária, Maria Querubina é residente do assentamento da Vila Conceição, em Imperatriz e será homenageada por sua reconhecida atuação na luta pelos direitos dos agricultores familiares e extrativistas.

Haroldo de Oliveira
Haroldo de Oliveira é fundador do Sindicato dos Ferroviários e tem reconhecida atuação na história das lutas sociais do Maranhão. Hoje, Haroldo é presidente municipal do PCdoB.

O FIM: Falando para um plenário vazio, Sarney se despede do Senado

GABRIELA GUERREIRO
FOLHA DE S. PAULO/DE BRASÍLIA

Após 59 anos de vida pública, o senador José Sarney (PMDB-AP), 84, fez nesta quinta (18) seu discurso de despedida do Congresso. Com a mais longeva carreira da política brasileira, Sarney não terá mandato a partir de 2015 porque decidiu não disputar as eleições de outubro.

No último discurso no Legislativo, o peemedebista fez duras críticas ao sistema político brasileiro e defendeu mudanças nas regras das empresas estatais para evitar ações de corrupção como as que atingiram a Petrobras.

Sarney disse que as denúncias que envolvem a estatal "envergonham" o país e prometeu reapresentar projeto, de sua autoria, que cria um estatuto para as estatais.

"Eu vou deixar como última presença minha no Legislativo esse projeto. Se tivesse sido feito, nós não teríamos esse problema que estamos tendo e lamentando, e de certo modo está envergonhando o Brasil, que é o problema da Petrobras."

Ao defender uma ampla reforma política que inclui o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais, Sarney disse que seu principal "erro" foi ter permanecido na vida pública após deixar a Presidência da República.

"Penso que é preciso proibir que os ex-presidentes ocupem qualquer cargo público, mesmo que seja eletivo. Foi um erro que cometi ter voltado."

Sarney disse não ser possível mais "tolerar" o sistema político brasileiro, responsável por "todo o resto" que acontece no país. O peemedebista defendeu a redução no número de partidos, a maioria formada por "feudos pessoais", assim como a implementação do sistema parlamentarista no Brasil.

"A presidente Dilma marcará a história do Brasil se fizer essa mudança de regime para o país."

Sarney também defendeu o fim das medidas provisórias, instrumento que o peemedebista considera a "deformação" do regime democrático. "O Executivo legisla e o parlamento fica no discurso. As leis são da pior qualidade e as MPs recebem penduricalhos que nada têm a ver com elas para possibilitar negociações feitas a serviço de lobistas."

O senador disse ser favorável à fixação de um teto para as doações privadas às campanhas eleitorais, assim como o voto distrital e lista fechada para a escolha dos candidatos.

DISCURSO

Sarney falou para um plenário vazio. O peemedebista escolheu o primeiro horário dedicado aos discursos na sessão de quinta-feira –que é tradicionalmente esvaziada no Senado –para fazer sua despedida. A escolha, segundo ele, foi proposital.

"Eu quis fazer cedo para que não tivesse ninguém mesmo, para falar para as cadeiras vazias. Mas a Casa está enchendo", afirmou.

Diversos senadores foram ao plenário homenagear Sarney. Com o fim do mandato, ele disse que vai dedicar seu tempo ao seu único hobbie: a leitura. "Acredito que passei 20% da minha vida lendo. Não tenho outra dedicação para encher meu ócio, senão o prazer de ler."

No discurso, o senador fez um histórico de suas principais propostas e ações na vida política, com destaque para as voltadas ao setor cultural. "A minha causa, que sempre busquei aqui, foi a cultura. Por ela lutei e para ela deixei alguns instrumentos", afirmou.

O senador encerrou sua fala, antes de receber as homenagens de colegas, com um poema feito para a ocasião. Em um trecho, afirma que deixa no Senado uma palavra: gratidão. "Saio feliz, sem nenhum ressentimento. Ai, meu Senado, tenho saudades do futuro."

HISTÓRICO

Presidente da República que assumiu o cargo na transição entre a ditadura militar (1964-1985) e os governos democráticos, Sarney foi deputado federal, senador e governador do Maranhão. Assumiu o comando do país por ser vice de Tancredo Neves, que morreu após adoecer na véspera de tomar posse, em 1985.

Em seu governo, implantou o Plano Cruzado e viu o país ser dominado pela inflação crescente. Entregou o governo com a economia desestruturada, mas é reconhecido como um dos fiadores da estabilização política do país.

Ocupou seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em 1955, quando tinha 25 anos. De lá para cá, se elegeu para três mandatos na Câmara, outros quatro no Senado, além de ter governado o Maranhão. É membro da Academia Brasileira de Letras e foi colunista da Folha.

O peso político de Sarney decaiu ao longo do governo Dilma Rousseff. Apesar de manter suas indicações no governo, a maioria das decisões cotidianas relativas à aliança PT-PMDB foi tomada pela trinca Michel Temer (vice-presidente), Renan Calheiros (presidente do Senado) e Henrique Eduardo Alves (presidente da Câmara).

Apesar do novo cenário, Sarney continuou sendo ouvido sobre questões importantes ao PMDB. Mas deixou o protagonismo que alcançou durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando presidiu o Senado e esteve no centro das decisões do país.

O ex-presidente o blindou durante a grave crise decorrente da revelação de que o Senado tinha diversas nomeações feitas por meio de atos secretos, quando o petista disse que o peemedebista não podia ser tratado como "uma pessoa comum".

Em 2009, no comando da instituição, foi protagonista do escândalo em que 511 medidas administrativas deixaram de ser publicadas. O caso motivou dez representações contra Sarney, todas arquivadas pelo Conselho de Ética da Casa, na época controlado por aliados.

Parentes de Sarney, do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e de vários outros senadores foram contratados e exonerados da Casa por meio desse mecanismo. Apesar da crise, acabou reeleito para o Senado em 2011.

O senador ainda teve o nome envolvido nos desdobramentos da Operação Boi Barrica da Polícia Federal, que envolveu seu filho do meio, o empresário Fernando.

Eleitos serão diplomados pelo TRE nesta sexta-feira no Centro de Convenções, às 16h

Entre os diplomados estão o governador eleito Flávio Dino(PCdoB), o vice Carlos Brandão(PSDB) e o senador Roberto Rocha(PSB)
Flávio Dino (governador), Carlos Brandão (Vice) e Roberto Rocha(Senador) estão entre os diplomados pelo TRE
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão diploma em sessão solene que será realizada nesta sexta-feira, 19 de dezembro, os candidatos eleitos em 2014. A cerimônia ocorrerá a partir das 16h no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana.

Os diplomas serão entregues pelos membros do TRE-MA e das Comissões de Propaganda e de Poder de Polícia. A Corte atualmente é formada pelos desembargadores eleitorais Froz Sobrinho (presidente), Guerreiro Júnior (corregedor), Eulálio Figueiredo (ouvidor), Clodomir Reis (diretor da EJE), Alice Rocha, Daniel Blume e Eduardo Moreira; Também participará da entrega a procuradora Carolina Mesquita da Hora, que substituirá no ato o procurador regional eleitoral Régis Primo da Silva.

Serão diplomados 80 candidatos, sendo: 1 governador, 1 vice, 1 senador (primeiro e segundo suplente), 18 deputados federais e 42 deputados estaduais, além do primeiro suplente de cada partido e/ou coligação.

Em nome da Justiça Eleitoral discursará o desembargador Froz Sobrinho e pelos diplomados o governador eleito Flávio Dino. 

A dinâmica da diplomação

Os diplomados serão chamados de acordo com a ordem de votação na urna eletrônica. Já os diplomandos aos cargos proporcionais serão chamados pela coligação e/ou partido que obteve maior número de candidatos eleitos e pela ordem decrescente de votação.

Nomes dos diplomados por cargo

DEPUTADOS ESTADUAIS

- Pela coligação Pra Frente Maranhão 2 (PMDB, DEM, PTB, PV, PT do B, PSC, PRTB e PR – 16 diplomados): Josimar Cunha Rodrigues, Andréa Trovão Murad Barros, Antonio Pereira Filho, José Roberto Costa Santos, Edilázio Gomes da Silva Júnior, Nina Ceres Couto de Melo, Leoarren Túlio de Sousa Cunha, José Max Pereira Barros (representado no ato pelo seu filho Gustavo Araújo Barros), José Adriano Cordeiro Sarney, Stênio dos Santos Rezende, Rigo Alberto Teles de Sousa, Rogério Rodrigues Lima, César Henrique Santos Pires, Marcus Vinícius de Oliveira Pereira, Fábio Henrique Ramos Braga, Hemetério Weba Filho e o suplente Camilo de Lellis Carneiro Figueiredo;

- Pela coligação Todos Pelo Maranhão 4 (PSB, PDT, Pc do B, PSDB – 9 diplomados): Humberto Ivar Araújo Coutinho, Ubirajara do Pindaré Almeida Sousa, José Arimatéa Lima Neto Evangelista, Fábio Henrique Dias de Macedo, Raimundo Soares Cutrim, Valéria Maria Santos Macedo, Marco Aurélio da Silva Azevedo, Sérgio Barbosa Frota, Othelino Nova Alves Neto e o suplente Rafael de Brito Sousa

- Pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB – 3 diplomados): Glalbert Nascimento Cutrim, Ana de Nazaré Pereira Silva Macedo Mendonça, Jesuíno Cordeiro Mendes Junior e o suplente Antônio de Pádua Ferreira Barros;

- Pela coligação Força Jovem (PRP, PSDC e PTN – 3 diplomados): Francisco de Sousa Dias Neto, Alexandre Vicente de Paula Almeida, Paulo Roberto Almeida Neto e o suplente Marcos Antonio de Carvalho Caldas;

- Pela coligação Vamos Juntos Maranhão (PEN, PMN, PHS e PSD – 3 diplomados): Eduardo Salim Braide, José Carlos Nobre Monteiro (que será representado pelo senhor Márcio Vinnicius Prestes Andrade), Ricardo Tadeu Ribeiro Pearce e suplente José Benedito Pinto (que receberá, a pedido, o seu diploma na Secretaria do TRE em data posterior);.

- Pela coligação Mudança Para Um Novo Maranhão (PP, PROS, SD e PPS – 3 diplomados): Carlos Wellington de Castro Bezerra, Levi Pontes de Aguiar, Roberto Campos Filho e o suplente João Luciano Silva Soares;

- Pelo Partido Social Liberal (PSL – 2 diplomados): Edson Cunha de Araújo, Maria da Graça Fonseca Paz e o suplente Raimundo Nonato Gonçalves da Silva;

- Pelo Partido dos Trabalhadores (PT – 2 diplomados): José Inácio Sodré Rodrigues, Francisca Ferreira e o suplente Yglésio Luciano Moysés Silva de Souza.

- Pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC – 1 diplomado): Edivaldo de Holanda Braga e o suplente Domingos Erinaldo Sousa Serra;

DEPUTADOS FEDERAIS

- Pela coligação Pra Frente Maranhão 1 (PMDB, DEM, PTB, PV, PRB e PR – 7 diplomados): Hildo Augusto da Rocha Neto, Cleber Verde Cordeiro Mendes, José Sarney Filho, Pedro Fernandes Ribeiro, Carlos Victor Guterres Mendes, João Marcelo Santos Sousa, José Alberto Oliveira Veloso Filho e o suplente Davi Alves Silva Júnior;

- Pela coligação Todos Pelo Maranhão 3 (SD, PP, PC DO B, PPS, PSDB e PSB - 5 diplomados): Eliziane Pereira Gama Ferreira, Rubens Pereira e Silva Júnior, José Reinaldo Carneiro Tavares, Waldir Maranhão Cardoso, João Castelo Ribeiro Gonçalves e a suplente Luana Maria da Silva Costa;

- Pela coligação Democrata Trabalhista (PSL, PSDC, PRP, PTN e PRTB – 2 diplomados): José Juscelino dos Santos Rezende Filho, Aluisio Guimarães Mendes Filho e o suplente Ricardo Ceppas Archer (representado no ato pelo senhor Ediviges Costa Ferreira);

- Pela coligação Por Um Maranhão Mais Forte (PEN, PMN, PHS, PSC e PT do B – 2 diplomados): André Luis Carvalho Ribeiro, Antonio da Cruz Filgueira Júnior (representado no ato pelo senhor José de Ribamar Mendes) e o suplente Ildon Marques de Souza;

- Pela coligação Pra Seguir em Frente com muito mais mudança (PT e PSD – 1 diplomado): José Carlos Nunes Júnior e o suplente Cláudio José Trinchão Santos (representado neste ato pela senhora Ellem Mara Teixeira de Sousa);

- Pela coligação Todos Pelo Maranhão 2 (PDT, PTC e PROS – 1 diplomado): Weverton Rocha Marques de Sousa e o suplente Julião Amin Castro;

SENADOR, VICE-GOVERNADOR E GOVERNADOR 

- Pela coligação Todos Pelo Maranhão (PP, SD, PROS, PSDB, PC do B, PSB, PDT, PTC e PPS): senador Roberto Coelho Rocha e os suplentes José Eleonildo Soares e Paulo Henrique Campos Matos; vice-governador Carlos Orleans Brandão Júnior e o governador Flávio Dino de Castro e Costa.

Fim da Era Sarney: Saúde do MA sofre desabastecimento e risco de evasão de funcionários

A incerteza vivida pelos servidores da Saúde é tamanha que muitos médicos plantonistas cogitam suspender seus trabalhos por medo de calote no último mês do governo Roseana Sarney / Arnaldo Melo.

do Blog do Raimundo Garrone

Vem de Peritoró um dos mais tristes relatos sobre a herança maldita que está sendo deixada pelo Governo Roseana Sarney. Faltam os equipamentos básicos nos hospitais para o atendimento de pacientes em diversos municípios do Maranhão. O relato do médico plantonista daquela cidade no final de semana dá uma ideia do que o Maranhão vem ~passando nos últimos dias do Governo de Roseana Sarney.

Um paciente com sangramento grave chegou ao hospital de Peritoró na noite do último sábado para receber atendimento. Foi perfurado com arma branca (provavelmente uma faca) na região do tórax e do abdômen, levando a intensa perda de sangue durante a noite. Mas o caso não podia ser estancado devido à falta de um dreno.

Sem o equipamento primordial para atendimentos de emergência, o médico precisou improvisar com outros materiais para garantir que o paciente sobrevivesse. Pegou um frasco, uma mangueira de borracha e um esparadrapo e atendeu o paciente, garantindo que ele tivesse um atendimento precário, mas fundamental para preservar sua vida.

O caso foi relatado nas redes sociais de vários médicos que prestam atendimento ao Governo do Estado. Nos meses de outubro e novembro, os servidores na área de Saúde sofreram com o atraso nos pagamentos de seus salários, culminando em pronunciamento do então secretário de Saúde, Ricardo Murad, que não se comprometeu a quitar os serviços do mês de dezembro.

A incerteza vivida pelos servidores da Saúde é tamanha que muitos médicos plantonistas cogitam suspender seus trabalhos por medo de calote no último mês do governo Roseana Sarney / Arnaldo Melo.

Essa situação atinge, mais do que servidores, pessoas que necessitam de atendimento médico nos hospitais do Maranhão. É preciso que o governo que finda tenha responsabilidade com seus funcionários, mas acima de tudo com o povo. Não pode imperar o “salve-se quem puder” no fim de uma era que durou 50 anos e deixar ao povo problemas e falta de assistência.

Duas toneladas de camarão seco e dois tatus são apreendidos em operação da PRF

Além das duas toneladas de camarão e de dois tatus, os agentes apreenderam duzentos quilos de frangos transportados irregularmente


Uma operação de fiscalização conjunta da Polícia Rodoviária Federal e AGED apreendeu, na manhã desta quinta(18), no posto da PRF, em Pedrinhas, 2.050kg de camarão seco que estavam acondicionados em sacos de ração e transportados em caminhão graneleiro. As equipes ainda apreenderam mais 700kg do mesmo produto, também seco, transportados em uma picape. 

Após os procedimentos de praxe, os produtos foram levados para incineração pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão. Os dois responsáveis pelo transporte irregular das cargas foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil.



Foram aprendidos, ainda, dois tatus e 200kg de frangos.

As operações conjuntas das duas instituições e a fiscalização diuturna realizada pela PRF, combatendo o transporte irregular de animais nas rodovias federais do Estado, foram decisivas para que o Maranhão recebesse da ONU, neste ano de 2014, o status de ‘Zona livre de febre aftosa com vacinação’.


7,2 milhões de pessoas ainda passam fome no Brasil, mostra IBGE

WILSON TOSTA - O ESTADO DE S. PAULO

Segundo a pesquisa do IBGE, um em cada quatro lares brasileiros ainda vivia em 2013 algum grau de insegurança alimentar
RIO - Mais de 7 milhões de brasileiros passaram fome em 2013, constatou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013 divulgado nesta quinta-feira, 18. Segundo o documento, no ano passado a insegurança alimentar grave atingia 3,2% (2,1 milhões) dos domicílios, com 7,2 milhões de habitantes, 3,6% do total.

Um em cada quatro lares brasileiros ainda vivia em 2013 algum grau de insegurança alimentar. A pesquisa mostra que, na comparação com 2004, reduziu-se no ano passado o porcentual de brasileiros que passavam fome ou estiveram perto disso. Também cresceu no período a proporção de domicílios com acesso adequado aos alimentos, em quantidade e qualidade. Chegaram a 50,5 milhões de domicílios - mais de três quartos dos 65,3 milhões de residências. Neles, moravam 149,4 milhões de pessoas, 74,2% dos habitantes do País.

A pesquisa usou a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Ela considera em segurança alimentar (SA) um domicílio cujos moradores, nos 90 dias anteriores à entrevista, tiveram acesso a alimentos em qualidade e quantidade adequadas e não se sentiram na iminência de sofrer restrição de alimentação. Em Insegurança Alimentar Leve (IL) estão os lares nos quais, no período de referência, foi detectada preocupação com a quantidade e qualidade dos alimentos. A Insegurança Alimentar Moderada (IM) ocorre em residências com restrição na quantidade de comida. E a Insegurança Alimentar Grave (IG) acontece em domicílios nos quais faltam alimentos, atingindo não só adultos, mas também crianças, podendo chegar à fome.

"A redução (de 2004 a 2013) ocorreu no País como um todo, na insegurança alimentar leve, moderada e grave", disse a pesquisadora do IBGE Adriana Araújo Beringuy. "Quando é feita a análise comparando as áreas urbana e rural, constata-se que a urbana segue o padrão do País. No entanto, na área rural, caem as IAs moderada e grave, mas a leve aumenta."

Aumento 
A expansão de domicílios particulares em segurança alimentar evoluiu de 65,1% (2004) para 69,8% (2009) e 77,4% (2013). Das três formas de insegurança alimentar, a leve foi a única em que houve aumento no período, de 18% em 2004 para 18,7% em 2009, mas no ano passado caiu para 14,8%. Na moderada, o recuo foi de 9,9% para 6,5% e 4,6%. Na grave, situação que caracteriza a fome, a redução foi de 6,9% para 5% e 3,2%. O IBGE constatou, porém, aumento na IA leve na área rural de 19,5% para 21,4% dos lares (em 2009 e 2013). Houve ainda nessas áreas recuo nas IAs moderada ou grave no período: de 15,6% para 13,9%.

Os números da PNAD mostram que de 2009 para 2013 cresceu de 70,7% para 79,5% o porcentual de lares brasileiros da área urbana em segurança alimentar. Nas regiões rurais, houve queda de apenas 0,1 ponto: de 64,8% para 64,7%. 

A pesquisa também constatou que eram perto de 52 milhões os moradores do Brasil que, em 2013, viveram alguma forma de insegurança alimentar - da preocupação com uma hipotética falta de alimento à situação real de passar fome. Estavam em 14,7 milhões de domicílios, 22,6% do total. Em IA leve, estavam 14,8% (9,6 milhões) dos lares, com 34,5 milhões de habitantes e 17,1% a população. Em IA moderada, havia 4,6% (3 milhões) das residências, onde moravam 10,3 milhões de pessoas, 5,1% dos moradores. 

O recuo nacional em todas as formas de insegurança alimentar ocorrido em 2013, porém, foi desigual. As Regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções dessas situações, respectivamente de 36,1% e 38,1%. São porcentuais consideravelmente maiores dos que foram registrados no Sudeste (14,5%), no Sul (14,9%) e no Centro-Oeste (18,2%). Quando o foco é a insegurança alimentar grave, que caracteriza situações de fome, nortistas e nordestinos têm as maiores proporções: 6,7% re 5,6%. No Centro-Oeste, esse porcentual chegou no ano passado a 2,3%; no Sudeste e no Sul, a 1,9%.


Nordeste
disso, foi entre os nordestinos que ocorreu o maior aumento na segurança alimentar no período investigado. A PNAD constatou que, de 2004 a 2013, a proporção de lares em situação de segurança alimentar cresceu de 46,4 para 61,9% - 15,5 pontos porcentuais. Depois de apresentar pequeno aumento no porcentual de residências em SA de 2004 (68,8%) para 2009 (69,8%), o Centro-Oeste registrou em 2013 81,8%. Foi um aumento de 12,1 pontos.

O Nordeste permaneceu no ano passado como a região com menor proporção de domicílios em segurança alimentar. Quase metade (44,2%, perto de um em cada dois) das residências em IA estava em 2013 em um dos nove Estados nordestinos. É um porcentual bem maior do que a proporção de domicílios particulares do País situadas neles: 26,2%, um em cada quatro.

O IBGE também constatou que em 2013, em todas as regiões, a proporção de domicílios em segurança alimentar era maior na região urbana que na rural. Trata-se de uma mudança em relação a 2009, quando no Sul e no Centro-Oeste o porcentual de domicílios em SA era menor no meio urbano. No ano passado, a região com maior porcentual de insegurança alimentar moderada ou grave (13,1%) na área urbana, na comparação com as demais , foi a Norte. Na área rural, esse posto ficou com o Nordeste: 20,1%.

"As prevalências de IA na área rural eram maiores que as verificadas nas áreas urbanas", diz o estudo. "Em 2013, enquanto 6,8% dos domicílios da área urbana tinham moradores em situação de IA moderada ou grave, na área rural a proporção foi de 13,9%. Nos domicílios particulares urbanos em IA moderada ou grave viviam 7,4% da população urbana, enquanto nos rurais viviam 15,8% da população rural."

São Paulo em terceiro lugar
Na comparação entre todas as Unidades da Federação, São Paulo, Estado mais rico do País, fica em terceiro lugar em segurança alimentar. De acordo com a pesquisa, 88,4% de seus domicílios estavam nesta situação no ano passado. O primeiro colocado no quesito era o Espírito Santo, com 89,6%, seguido de Santa Catarina, com 88,9%. Com menos da metade de seus domicílios com alimentação assegurada, Maranhão (39,1%) e Piauí (44,4%) ficaram nas duas últimas posições. Mesmo assim, registraram no ano passado aumento na SA, de 3,6 e 3,3 pontos, respectivamente.

Mesmo registrando avanços, todos os Estados nordestinos apresentaram taxas de segurança alimentar inferiores aos 77,4% nacionais em 2013. Com 74,1%, Pernambuco foi o Estado brasileiro que chegou mais perto desse patamar. Na Região Norte, apenas um Estado apresentou proporção de domicílios em SA acima da nacional. Foi Rondônia, com 78,4%.

Acusados do assassinato do advogado Bruno Mattos são colocados em liberdade após primeira audiência na Justiça

Pai do advogado Bruno Mattos, Rubem Soares concedeu entrevista ao programa ‘Comando da Noite’, na Rádio Capital AM, e falou sobre essa decisão de colocar os envolvidos no crime em liberdade



O juiz Gilberto de Moura Lima decidiu deixar em liberdade os três acusados de participação no assassinato do advogado Bruno Mattos, morto na manhã do dia 06 de outubro, no Olho D´Agua, depois da festa de comemoração da vitória do senador eleito Roberto Rocha. Carlos Humberto Marão Filho e o vigia João José Nascimento, que estavam presos, e Diego Polary, que nem chegou a ser preso, vão responder pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio em liberdade. O juiz entendeu que os acusados não representam perigo à sociedade.

A decisão ocorreu ao fim da primeira audiência de instrução e julgamento do processo que investiga a morte do advogado, além das tentativas de homicídio contra Alexandre Matos Soares, Kelvin Chiang e Wesley Oliveira. A audiência foi realizada quarta-feira(17) na Segunda Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Sarney Costa e teve duração de mais de nove horas. O responsável pela acusação foi o Promotor Agamenomn Batista de Almeida Júnior.

A decisão do juiz deveu-se ao fato de ter expirado o prazo das prisões preventivas dos dois acusados, sem que a promotoria tivesse se manifestado pela prorrogação das mesmas. Uma decisão que causou insatisfação de familiares do advogado assassinado.

A família esperava que, além de Humberto Marão e do vigia João José, fosse determinada a prisão de Diego Polary, até aqui apontado pelas vítimas como o autor das facadas que tiraram a vida do advogado, além de ferir gravemente Alexandre e Kelvin.
“Talvez o promotor tenha sido negligente ao não pedir a prorrogação das prisões dos acusados, diante de tantas evidência de autoria do crime. Difícil aceitar que o principal acusado, Diego Polary, permaneça também em liberdade. As vítimas voltaram a confirmar a participação direta dele no crime. O próprio Humberto Marão, em depoimentos anteriores, chegou a dizer que o sobrinho teve participação direta na morte de Bruno. Agora vem dizer que envolveu o sobrinho porque teria sido coagido por quatro delegados. Não culpo o juiz pela decisão, mas à possível negligência do promotor de acusação”, diz Rubem Soares, pai de Bruno Mattos.

O vigia João José, que anteriormente teria assumido a autoria da facada nas costas de Kelvin Chiang, disse que só assumiu participação no crime por conta de ameaças de morte feitas por Humberto Marão. Ele disse que, no dia do crime, estava fazendo rondas pela rua de bicicleta e procurando a cadela, que pertence a Carlos Marão. Ao transitar nas proximidades onde estava ocorrendo a briga a sua faca teria caído do bolso da calça.

Diego Polary voltou a dizer que estava em sua casa dormindo no momento em que ocorreu a confusão que levou à morte do advogado. Todas as vezes que foi questionado, ele negou participação no assassinato. No entanto, as vítimas voltaram a afirmar que Diego foi o autor das facadas que levaram Bruno Mattos à morte.


Carlos Marão, tio de Diego Polary, voltou a responsabilizar o vigia João José Gomes pela autoria da morte do advogado. Ao contrário de depoimentos anteriores, quando disse ter recebido ajuda de Diego no momento da confusão, resolveu isentar o sobrinho de qualquer participação no crime.

Quando soube que o juiz havia decidido colocar os acusados em liberdade, a esposa do vigia João José passou mal e recorreu a medicamentos. Ela teme que o marido fique sem proteção, vulnerável, e que venha a ser vítima de algum tipo de atentado, pois já recebera ameaças para assumir a autoria dos crimes.

Uma coisa é certa: a testemunha-chave desse crime é o vigia João José Gomes. É uma espécie de caixa preta. Pode saber muito mais do que dissera até o momento. Cabe à justiça garantir sua integridade física. A cadeia seria o lugar mais seguro pra ele neste momento.
Rubem Soares, pai do advogado Bruno, no 'Comando da Noite' 

Uma nova audiência deve ser realizado em março de 2015. Até lá, o pai de Bruno Matos promete continuar na luta por justiça. “Esse crime não vai ficar impune. Os envolvidos, que agora estão soltos, não podem comemorar, pois eles, um dia, vão sentar no banco dos réus, em um Júri Popular, e serão punidos. Não vamos descansar enquanto a justiça não for feita”, disse Rubem Soares, em entrevista ao programa ‘Comando da Noite”, na Rádio Capital AM.

Fotos da audiência extraídas do Blog do Domingos Costa
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