sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Flávio Dino diz que não haverá redução de serviços públicos e promete acabar com o superfaturamento de obras e o desperdício

O governador eleito Flávio Dino voltou a revelar metas prioritárias nos primeiros momentos de sua administração, a partir de 1º de janeiro de 2015. Para ele, há necessidade de cortar gastos com supérfluos e com o superfaturamento de obras para garantir recursos para investimentos nas mais diversas áreas. Descarta, ainda, o enxugamento da máquina estatal.

“Essa conversa neoliberal de ‘enxugamento da máquina’, com redução de serviços públicos, não terá espaço no nosso governo”, diz o governador.


Ele acrescenta que o Maranhão precisa de mais investimentos públicos de qualidade, para melhorar os indicadores sociais.

Para garantir recursos para investimentos em áreas prioritárias, o governador eleito diz que vai cortar desperdícios, superfaturamento, obras fantasmas, aluguéis inexplicáveis e gastos suntuosos.

“Vamos economizar nos gastos em proveito de poucos para gastar em favor de todos. E assim vamos melhorar a vida de todos”, enfatiza.
 
Na lista de cortes de supérfluos estão alimentos e bebidas de luxo pagos com dinheiro público. “Nada de caviar e lagosta”, diz ele.

Sobre insinuações de adversários de que estaria inchando a máquina estatal, Dino assegura que não criará nenhum cargo comissionado novo.


“Haverá mera transformação de estruturas hoje existentes. Haverá responsabilidade fiscal”, garante.

Essas declarações do governador eleito foram publicadas, na manhã desta sexta(21), em sua página no twitter.

Flávio Dino confirma o cel. Marco Antônio Alves no comando da PM; o Cel. Célio Roberto Araújo comandará o Corpo de Bombeiros

O governador eleito Flávio Dino acaba de confirmar o cel. Marco Antônio Alves no comando da Polícia Militar. O cel. Raimundo Sá ficará no subcomando. O Corpo de Bombeiros será comandado pelo cel. Célio Roberto Pinto de Araújo.

O governador confirmou, ainda, os nomes do major Everaldo Santana para a Chefia da Casa Militar, e do delegado Augusto Barros para a Delegacia Geral da Polícia Civil.


Márcio Jardim: da sala de aula para o comando da Secretaria de Esportes. Definidos nomes para a AGERP e Agricultura Familiar


O petista Márcio Jardim não esquentou a cadeira de professor. 

Afastado das salas de aula há algum tempo, por conta do exercício de cargos públicos, o professor Jardim resolvera, logo depois da campanha vitoriosa de Flávio Dino, voltar às salas de aula. Por pouco tempo. O governador eleito Flávio Dino acaba de confirmá-lo no comando da Secretaria de Esportes.

Márcio Jardim é um dos resistentes do Partido dos Trabalhadores no Maranhão. Jamais aceitou o alinhamento do partido com o grupo Sarney. Foi um dos mais ativos militantes da campanha de Flávio Dino.

Jardim também tem bom trânsito em Brasília, com o governo Dilma.

Graduado em História (UFMA), Márcio Jardim é professor da rede pública estadual de ensino. É ex-vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (Une), foi secretário de relações institucionais e federativas da Prefeitura de Maricá (RJ) e também da Prefeitura de São Luís (MA).


Fortunato Macedo na AGERP

Um dos pontos fortes do Programa de Governo de Flávio Dino é o apoio à produção agrícola. Nesta sexta-feira (21) ele deu mais um importante passo para demonstrar que sua gestão atuará no investimento da produção rural e urbana. Pelas redes sociais, Flávio Dino anunciou o nome de Fortunato Macedo Filho para presidir a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp).

Flávio Dino defende a importância de assistência técnica, reforço da estrutura de órgãos voltados especificamente para o campo e o incentivo à comercialização de alimentos como forma de estimular a geração de renda para os maranhenses. Para isso, ele aposta na Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp), órgão que passará a integrar a Secretaria da Agricultura Familiar.

Fortunado Macedo é graduado em Medicina Veterinária (UFGO) e bacharel em Direito (UFMA). Possui pós-graduação nas áreas de Direito Penal e Processo Penal, Direito Administrativo e Constitucional, Planejamento, Gestão em Políticas Públicas e Educação no Campo. É mestre em Ciências da Educação e doutor em Saúde Pública pela Universidade Americana - Assunção-Paraguai. Na carreira profissional, já atuou como fiscal federal Agropecuário no Ministério da Agricultura, chefe da Unidade Regional da Delegacia Federal de Agricultura do Maranhão em Imperatriz-MA. É Fiscal Federal Agropecuário da Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Maranhão licenciado. Fortunato também foi diretor da Federação de Agricultura do Estado do Maranhão (Faema), presidente da Associação de Produtores Rurais de Porto Franco (Aprofran) – atualmente é vice-presidente da Aprofran. Atuou como secretário Adjunto da Secretaria de Agricultura do Maranhão e como presidente da Agência Estadual de Pesquisa e Extensão Rural do Estado do Maranhão. Foi vereador, presidente de partidos políticos, deputado estadual e, atualmente, é vice-prefeito e secretário de Educação do Município de Porto Franco.

Para a Secretaria de Agricultura Familiar o governador eleito confirmou o nome de Adelmo Soares.
Adelmo Soares será o secretário de Agricultura Familiar, pasta a ser criada na gestão Flávio Dino. O anúncio foi feito pelo governador eleito na manhã desta sexta-feira (21) através das redes sociais. 

Esta foi uma das bandeiras da campanha de Flávio Dino. A Secretaria atuará na reestruturação de todo o sistema administrativo de apoio e assistência técnica à agricultura familiar, com destaque para a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). Esses dois órgãos passarão a ser vinculados à Agricultura Familiar.

A nova pasta atenderá mais de dois milhões de agricultores familiares do estado no incentivo à produção no campo. Uma das prioridades da próxima gestão é investir na produção de alimentos para fomentar a geração de renda, ampliar o mercado interno e melhorar a qualidade de vida da população maranhense. 

Adelmo Soares atuou na criação da Secretaria de Trabalho de Caxias. Possui destacada atuação em gestão e administração pública. Foi secretário de Esporte de Caxias. É vice-presidente do PCdoB em Caxias e está no terceiro mandato de vereador. Coordenou a campanha da coligação “Todos pelo Maranhão” na região Leste do estado. É graduado em Odontologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Nunca se roubou tão pouco

RICARDO SEMLER/FOLHA DE S. PAULO
Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país
Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.
Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos "cochons des dix pour cent", os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.
Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão --cem vezes mais do que o caso Petrobras-- pelos empresários?
Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?
Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.
Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.
É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.
Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.
Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.
A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.
O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.
A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.
Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.
Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?
Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.
O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

Implacável, juiz Sérgio Moro conduz com cautela investigação Lava Jato

CAROLINE STAUFFER - REUTERS

Em um país com grandes casos legais que muitas vezes se arrastam por mais de uma década e abruptamente se desmoronam em tecnicidades, o homem que lidera um inquérito da operação Lava Jato, que envolve a Petrobras, é descrito por aliados e até mesmo rivais como a pessoa certa para a tarefa. 

Meticuloso, formal e reservado, o juiz federal Sérgio Moro tem atuado com sucesso em notórios casos de lavagem de dinheiro por 11 anos, e escreveu um livro sobre o assunto após estudar nos Estados Unidos. 

Moro, de 42 anos, está agora avançando com um caso que já resultou em dezenas de prisões de executivos de grandes empresas de construção pesada e de petróleo, que ameaça abalar a economia e tornou-se a maior crise até agora enfrentada pela presidente Dilma Rousseff, que presidiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010. 

A investigação vai se aprofundar ainda mais nos próximos meses, disseram à Reuters promotores que trabalham no caso, e pode ainda envolver alguns bancos nacionais, outras companhias e políticos, inclusive do PT. 

A investigação apontou sobrepreço nos contratos da Petrobras.

Promotores dizem que os recursos, que alguns calculam pode chegar a 8 bilhões de dólares, foram direcionados em parte para para partidos políticos, de acordo com as denúncias. A Petrobras não nega nem confirma as alegações, mas afirmou que iniciou uma investigação interna.

Em um caso que envolve a estatal com 68 bilhões de dólares em ativos e importantes políticos e executivos, dezenas de advogados estão esperando que Moro cometa um deslize. 

Mas Moro, um leitor voraz que às vezes vai de bicicleta ao trabalho, fez cursos na escola de direito de Harvard e ensina legislação criminal às sextas-feiras, não deu muitos sinais de que pode escorregar. 

“Ele torna difícil o trabalho dos advogados aqui”, admitiu Antonio Figueiredo Basto, que representa um dos principais réus no caso. Ele chamou Moro de “correto, rigoroso e firme” após um depoimento esta semana em Curitiba. 

OPERAÇÃO LAVA JATO

No escândalo da Petrobras, a Polícia Federal e promotores do Ministério Público juntam as provas, ao passo que Moro toma as principais decisões sobre quem prender ou como conduzir os testemunhos.

Ele foi alvo de críticas, especialmente por representantes do PT, que reclamaram que o vazamento de declarações de testemunhas durante a campanha presidencial deste ano aparentemente ocorreu para prejudicar a campanha de reeleição da presidente Dilma. Moro negou ser o responsável por vazamentos impróprios de informações. 

Quando questionado pela Reuters sobre a investigação da operação Lava Jato, Moro mostrou ser discreto, respondendo via email que “infelizmente" ele não poderia comentar sobre o caso. “Espero que você entenda”, acrescentou. 

Seu currículo inclui uma investigação que ele supervisionou de 2003 a 2007 e que ainda é o maior caso de lavagem de dinheiro do Brasil, o do Banestado, envolvendo 28 bilhões de dólares, e que resultou em 97 condenações.

A experiência levou Moro “a ser ainda mais diligente, mais cuidadoso” para que seu trabalho seja mantido nas cortes mais altas, disse Anderson Furlan, um juiz que fez faculdade com Moro e o conhece há anos. 

No caso da Petrobras, Moro recebeu elogios por duas importantes decisões táticas. 

A primeira, rara no Brasil, foi permitir a delação premiada.

A promessa de penas reduzidas levou o doleiro Alberto Yousseff, tido como o operador do esquema de lavagem de dinheiro, e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto da Costa a darem os nomes de outros indivíduos e companhias envolvidos no esquema. 

Os depoimentos de Yousef e Costa levaram a grandes avanços nas investigações, que resultaram na prisão, na semana passada, de outro ex-diretor da Petrobras e executivos de algumas das principais empreiteiras do país. 

O segundo movimento tático de Moro foi perseguir executivos de companhias privadas e de atravessadores primeiro, acumulando provas antes de ir atrás dos políticos envolvidos. 

O risco é que se e quando os políticos forem formalmente citados na investigação, Moro pode perder controle do caso, considerando o mecanismo de foro privilegiado que levaria o caso para o Supremo Tribunal Federal.

Por isso Moro recomendou que Youssef, Costa e outras testemunhas não citem nomes de políticos por enquanto em seus depoimentos, de acordo com Furlan e outros assessores. 

No entanto, promotores dizem que vão perseguir o rastro do dinheiro no caso, não importa quem esteja envolvido. 

“Este esquema não é restrito à Petrobras”, disse à Reuters Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos seis principais promotores do Ministério Público no caso, à Reuters.

Homem é esquartejado e queimado na Vila Conceição, em São Luís

Suspeito do crime começou a ser linchado por moradores da área, mas foi salvo por policiais militares

Os restos mortais de um homem identificado como Moisés foi achado na tarde de quinta-feira(20) em uma área de desmatamento, no Coroadinho. O corpo, segundo populares, estava dentro de um tonel, esquartejado e queimado, próximo ao poço artesiano da localidade e ao campo do Biné, numa parte baixa da Vila São Sebastião, com vistas ao 'mato da Caema'.

Moisés estava desaparecido havia cerca de onze dias. Ele passou a ser dado como desaparecido após populares suspeitarem de uma estranha negociação da casa onde ele morava. Um novo vizinho passou a se dizer dono da residência, com o sumiço da vítima.

Moisés era usuário de drogas e morava sozinho. Conforme relatos, ele sempre abrigava pessoas em sua casa. Moradores disseram que a Polícia já havia ido ao local algumas vezes e suspeitado da negociação, mas alegava não ter encontrado nada, mesmo com o tonel coberto de lixo no fundo do quintal. Na ocasião, apenas o documento de identidade do suposto comprador foi recolhido.

O "novo proprietário" foi identificado apenas como Robson. Logo após o achado macabro, ele foi pego pela população, próximo ao local onde ocorreu o crime, e ainda sofreu uma tentativa de linchamento, que só foi contida com a chegada da Polícia.

Durante a semana, Robson havia afirmado à vizinhos ter repassado ao "antigo dono" o valor de R$ 500 como pagamento da casa. De lá para cá, Moisés, que era conhecido também pelos apelidos "Sorriso" e "Barrabás", nunca mais tinha sido visto.

O suspeito nega qualquer envolvimento com o crime.

Com informações do Coroadinho Geral no facebook

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

“O Maranhão será um estado que nos dará orgulho”, diz Flávio Dino

O governador eleito Flávio Dino participou de entrevista à TV Mirante nesta quinta-feira (20). Ao anunciar ações que desenvolverá a partir de 1º de janeiro para cumprir as metas apresentadas à população durante a campanha eleitoral, afirmou que em quatro anos o Maranhão terá melhores indicadores sociais e econômicos.

“O Estado vai caminhar para o desenvolvimento de modo inclusivo, de desenvolvimento para todos. O Maranhão nos dará mais orgulho e vai continuar a ser bom, belo e rico, mas com uma diferença, será para todos. Vamos trabalhar para honrar a esperança de cada maranhense em um governo melhor”, disse Flávio Dino.

Durante a entrevista, o governador eleito falou da composição de sua equipe. Até agora, 36 nomes já foram anunciados, entre secretários, presidentes e diretores de órgãos. A escolha de cada novo integrante da próxima administração visa também à garantia de que as metas estabelecidas na campanha sejam implementadas a partir de políticas públicas, da universalização dos serviços públicos e da boa aplicação do recurso. 

Regionalização das universidades
Flávio Dino voltou a destacar que pretende regionalizar a estrutura Universidade Estadual do Maranhão. A proposta será colocada em prática, inicialmente, na cidade de Imperatriz, por considerar a cidade como a segunda capital do Maranhão, pela importância econômica e cultural e pela distância geográfica com São Luís. A medida visa dar mais autonomia administrativa e financeira à estrutura a fim de melhorar a oportunidade aos jovens de alcançarem o ensino superior. 

Segurança pública
Na área de segurança pública, Flávio Dino defende que com empenho e novas práticas reverterá o cenário atual da área. Desde o início da gestão, será ampliado, progressivamente, o número de policiais. Além disso, apresenta como primeiras ações a recuperação da autoridade do Estado no sistema penitenciário, colocar em funcionamento de novas unidades prisionais em construção com recursos federais e humanizar a execução penal. 

Mobilidade urbana
Para a Grande Ilha, há também propostas da nova gestão. Uma delas é a Empresa de Transportes Urbanos que terá como prioridade atuar no setor de mobilidade urbana em parceria com as prefeituras dos quatro municípios – São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. 

Desenvolvimento social e econômico
Outro compromisso de campanha foi relembrado durante a entrevista. Flávio Dino voltou a frisar que os 21 municípios maranhenses com piores índices sociais receberão uma atenção especial do próximo governo. Para isso, serão dirigidas políticas de direitos humanos, de inclusão social e ações em parceria com o governo federal. Também como ponto de desenvolvimento, o cuidado à economia real, a verticalização das cadeias produtivas e o envolvimento de todos os órgãos estaduais na execução de políticas de melhoria econômica e social.

Diálogo com governos
Flávio Dino defendeu o diálogo aberto e responsável com a Assembleia Legislativa e disse também que acredita que todos os projetos federais vão estar à disposição dos maranhenses. “Vamos propor medidas de interesse social, por isso creio que não haverá problema de governabilidade”, afirmou. Ainda sobre o assunto, disse que espera maior empenho do atual governo no processo de transição. “Esperamos intensificação na prestação de dados e informações. As informações não são de interesse da próxima gestão, mas é de interesse da população”, observou. 

Corte Interamericana cobra do Brasil ação imediata para garantir integridade dos presos em Pedrinhas

Decisão foi comunicada na terça-feira às entidades que denunciaram o caso à OEA

POR O GLOBO

RIO - A corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização de Estados Americanos (OEA) cobrou do Brasil a adoção de “todas as medidas que sejam necessárias para proteger de forma eficaz a vida e a integridade de todas as pessoas privadas de liberdade no Complexo de Pedrinhas, assim como a vida de qualquer pessoa que se encontre no estabelecimento, incluindo agentes penitenciários, funcionários e visitantes”. A decisão foi comunicada na última terça-feira às entidades que denunciaram o caso à OEA. Desde o início de 2014, 18 presos foram mortos em Pedrinhas, localizado em São Luís. 

No relatório em que indica sua decisão, a Corte requereu que o Estado brasileiro a informe, a cada três meses, sobre las medidas preventivas adotadas. A decisão da Corte foi tomada depois de um pedido de informações feito ao governo brasileiro e indica falhas do país na gestão da crise.

No texto, a Corte Interamericana diz valorizar algumas medidas adotadas pelo país. Informa ainda que o Brasil afirmou que os problemas relatados estão sendo atendidos e, portanto, não seria necessária a adoção de medidas temporárias.

“Mas, a Corte observa que, diante da informação apresentada tanto pela Comissão quanto pelo Estado, resulta evidente que ainda existe uma situação de risco extremamente grave, urgente e de possível dano irreparável aos diretos à vida e à integridade pessoas dos presos no Complexo de Pedrinhas e das pessoas ali presentes.


Governador de Rondônia diz não compactuar com ações criminosas

Governador foi conduzido, na manhã desta quinta, à sede da PF para prestar depoimento
Polícia Federal realiza operação em Rondônia e outros oito Estados

FOLHA DE SÃO PAULO

O governador reeleito de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), afirmou em nota nesta quinta-feira (20) que "não compactua com ações criminosas" e que agentes públicos considerados culpados pela Justiça "devem receber punição exemplar". Ele se referiu àOperação Plateias, deflagrada nesta manhã.

Por meio de um mandado de condução coercitiva –quando a pessoa não é presa, mas é obrigada a prestar depoimento–, Moura foi ouvido hoje na Polícia Federal do Estado.

Investigações da operação apontam formação de uma quadrilha suspeita de desviar R$ 57 milhões. O dinheiro, pago por empresas que participavam de licitações fraudadas, era direcionado para campanhas eleitorais no Estado.
Carlos Caldeira/Rondoniagora 

Na nota, Moura afirmou ainda que "apoia integralmente e qualquer iniciativa que tenha por fim combater eventuais crimes ao erário público".

Ao todo, foram cumpridos 193 mandados em nove Estados, no Distrito Federal e na Espanha. Só em Rondônia, houve prisões –três. Uma pessoa está foragida.

Os nomes dos suspeitos e das empresas não foram divulgados.

Leia a íntegra da nota do governador

"O governador do Estado de Rondônia, Confúcio Moura, prestou, na manhã desta quinta-feira (20), termo de declaração à Polícia Federal, em Porto Velho, em procedimento investigatório que faz parte da Operação Plateias.

Fiel ao ordenamento jurídico vigente e aos princípios republicanos, colocou-se à disposição para prestar estas e outras informações que sejam necessárias ao bom andamento das investigações.

O governador Confúcio Moura apoia integralmente e qualquer iniciativa que tenha por fim combater eventuais crimes ao erário público.

O governador afirma que não compactua com ações criminosas e que agentes públicos que forem considerados culpados pela Justiça devem receber punição exemplar, indistintamente.

Finalmente, comunica que o governo do Estado mantém sua rotina de trabalho, que está totalmente comprometida com o bem estar dos rondonienses."

Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e oposição

RANIER BRAGON
MÁRCIO FALCÃO
AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.

Entre os deputados federais e senadores cujas campanhas mais receberam esses recursos –diretamente ou por meio dos partidos ou comitês de campanha–, figuram integrantes do PP, PMDB, PT e da oposição.

Ao todo, 243 receberam doações de oito das nove empresas investigadas.

Na lista dos 15 que obtiveram as maiores contribuições, há três deputados do PP (Partido Progressista) do Paraná: Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Ricardo Barros.

Todos negaram ter mantido contato com as empresas e disseram que os recursos foram direcionados pela direção nacional do partido.

O presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem ao exterior. Sua assessoria de imprensa disse em nota que "os critérios da distribuição foram definidos em colegiado pela Executiva do partido, composta por mais de 50 integrantes que definem as prioridades de cada Estado".

De acordo com depoimentos dados à Polícia Federal, o PP é uma das legendas que está no centro do esquema desbaratado pela Operação Lava jato e que tinha como operador o doleiro Alberto Youssef, preso desde março.

O partido foi o responsável pela sustentação política do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos pivôs do escândalo e que acertou um acordo de delação premiada com a Justiça.

Preso na operação Lava Jato, ele afirma que as empresas que mantinham contrato com a Petrobras irrigaram campanhas do PP, PT e PMDB em 2010.

Em depoimento à Polícia Federal revelado nesta terça-feira (18) pela Folha, um diretor da Galvão Engenharia afirmou ter pago propina ao PP, cujo esquema seria comandado até 2010 pelo então deputado José Janane (PP-PR). Ex-líder da bancada do partido na Câmara, ele morreu naquele ano.

O congressista eleito cuja campanha mais foi abastecida pelas empresas investigadas é o futuro senador Otto Alencar (PSD), vice-governador da Bahia, filiado ao PP até 2011. Sua campanha recebeu R$ 2,2 milhões da OAS, Odebrecht e UTC.

As doações listadas nesta reportagem foram registradas legalmente na Justiça Eleitoral e não há notícia de que estejam sob suspeita ou investigação.

A única menção genérica a doações legais, até agora, surgiu no relatório da PFda última fase da Operação Lava Jato.

O documento, assinado pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, diz que a apuração "coloca em xeque" os repasses legais feitos pelas empreiteiras às campanhas tendo em vista que planilha apreendida na casa de Paulo Roberto Costa vincula o nome de executivos das empreiteiras a valores para doações eleitorais.

Cabe ao Supremo Tribunal Federal, devido às regras do foro privilegiado, conduzir as investigações sobre congressistas sob suspeita de participação no escândalo da Petrobras. O número e o nome deles ainda não é conhecido.

No PT e no PMDB, aparecem na lista dos que mais receberam doações registradas o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), que é membro titular da CPI mista da Petrobras, a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Luiz Sérgio (PT-RJ), além do senador eleito Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no processo do mensalão.

No campo da oposição, figuram na lista os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além dos deputados eleitos José Carlos Aleluia (DEM-BA), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alexandre Leite (DEM-SP).

Flávio Dino anuncia Cynthia Mota Lima no comando da Secretária de Planejamento

Em entrevista à TV Mirante, Flávio Dino anunciou nesta quinta-feira (20) a próxima secretária de Planejamento e Orçamento do Maranhão. A contadora Cynthia Mota Lima comandará a pasta a partir de 1º de janeiro, durante a administração de Flávio Dino.

Cynthia Mota Lima traz para a próxima administração a experiência que possui na administração pública. Com formação em Ciências Contábeis e especialidade em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, ela assume a pasta responsável pelo planejamento e organização das políticas de governo. 

A nova secretária terá papel fundamental na nova administração. Partirá do Planejamento o sistema com as primeiras metas de desempenho para todas as áreas de governo atuarem na melhoria dos indicadores educacionais, redução da mortalidade infantil e materna, redução de crimes, planejar as primeiras reformas/construção de habitações e de abastecimento de água e banheiros nas residências maranhenses.

Cynthia é formada em Ciências Contábeis e possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria (ISAN – FGV). No histórico profissional, a próxima secretária traz experiências como diretora do Departamento de Contabilidade da Contadoria Geral do Estado da Secretaria da Fazenda do Maranhão, contadora-geral do Estado do Maranhão, consultora Fiscal e Financeira do Estado de Alagoas, professora universitária e secretária adjunta da Contadoria Geral do Estado. Desde 2009, é diretora de Planejamento, Orçamento e Finanças da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Assaltantes explodem duas agências bancárias em Carutapera; Agência do Bradesco é assaltada em São José de Ribamar

Uma quinta-feira(20) marcada por assaltos a bancos no Maranhão. No município de Carutapera, cerca de oito assaltantes explodiram as agências do Banco do Brasil e do Bradesco. As agências ficaram destruídas com as explosões. O grupo fugiu levando grande quantidade em dinheiro. 

Policiais agiram a tempo de fazer perseguição aos assaltantes. Eles abandonaram as motos e se embrenharam no matagal na região. Os policiais continuam as buscas, com apoio do helicóptero do GTA.

Pelas informações, as duas agências foram abastecidas com dinheiro na tarde ontem, quarta-feira(19).


Na manhã desta quinta, dois elementos assaltaram a agência do Bradesco na cidade de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. A polícia não tem pistas dos assaltantes.




PF faz operação contra fraude em licitações em nove estados e no DF; Governador de Rondônia foi levado à PF

Contratos sob suspeita chegam a quase R$ 300 milhões.
Governador de Rondônia, Confúcio Moura, foi levado à sede da PF.

Ana Fabre e Camilo Estevam
Do G1 RO

Polícia cumpre mandado de busca na casa do governador de Rondônia, Confúcio Moura (Foto: Ana Luiza Moreira/G1)

A Polícia Federal deu início na manhã desta quinta-feira (20) à Operação Plateias que investiga a atuação de uma organização criminosa, formada por lobistas e agentes públicos, responsável por desvio de verbas públicas e direcionamento de licitações no estado de Rondônia. Os contratos sob suspeita chegam a quase R$ 300 milhões e o grupo teria desviado mais de R$ 57 milhões. Segundo as investigações, empresas interessadas em participar de licitações do governo de Rondônia eram obrigadas a fazer doações a campanhas eleitorais.
Confúcio Moura

O governador de Rondônia, Confúcio Moura, é suspeito de envolvimento. Ele foi levado à sede da Polícia Federal em cumprimento a mandado de condução coercitiva - quando a pessoa não é presa, mas é obrigada a ir para a Polícia Federal, mesmo que se recuse a prestar declarações, ele não foi detido. Estão sendo cumpridos 193 mandados, em nove estados e no Distrito Federal, além daEspanha. Segundo a Polícia Federal, 163 pessoas serão conduzidas coercitivamente para prestar depoimento, serão realizadas 26 buscas e 4 prisões temporárias. A operação é feita em Rondônia, Acre, Amazonas, Bahia,Goiás, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, DF e Espanha, país onde um envolvido será detido. Aproximadamente 300 policiais trabalham na operação.

As investigações tiveram início em 2012 e apuraram que empresas interessadas em participar de licitações do governo de Rondônia eram obrigadas a fazer doações a campanhas eleitorais. As licitações eram direcionadas para serem vencidas pelas companhias que faziam parte do esquema criminoso. Em alguns casos, havia até mesmo dispensa de concorrência pública.

Também foram verificados pagamentos indevidos a agentes públicos. Teria sido criado um fundo de propina que chegava movimentar cerca de R$ 2 milhões por mês.

Foram encontradas irregularidades na Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (Caerd) e em oito secretarias do atual governo: Saúde, Justiça, Educação, Desenvolvimento Ambiental, Assistência Social, e Obras e Serviços Públicos.

Entre os contratos investigados estão o da construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o de fornecimento de alimentos a hospitais e presídios e o de compra de medicamentos.

Flávio Dino anuncia os titulares das secretarias de Educação, Agricultura, Igualdade Racial e da Mulher

Mais quatro nomes da equipe de governo de Flávio Dino foram conhecidos nesta quinta-feira (20). O comunicado feito pelas redes sociais apresenta a pedagoga Laurinda Pinto para assumir a Secretaria da Mulhe, o geólogo Gerson Pinheiro para comandar a pasta de Igualdade Racial,  Áurea Prazeres para a Educação, e Márcio Honaiser para a Agricultura.

Laurinda Pinto
Na pasta da Mulher, Laurinda Pinto auxiliará o governador eleito na execução de uma gestão pública eficiente para melhorar a vida da população. Para isso, deve trabalhar na implementação do pacto de enfrentamento à violência contra a mulher e no diálogo para estruturar os equipamentos públicos para o atendimento às mulheres.

Laurinda Pinto é pedagoga, servidora pública Municipal e Estadual, especialista em Metodologia do Ensino Superior (UFMA) e em Gestão de Políticas Públicas com Recorte de Gênero, Raça e Etnia (Fundação Joaquim Nabuco). É mestranda em Gestão da Educação pela Universidade Fernando Pessoa (Porto-Portugal). Foi secretária Municipal de Educação de Buriti (1999 a 2001). Atualmente, é presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina e membro da Coordenação Nacional da União Brasileira de Mulheres, do Comitê Estadual do PCdoB como secretária de Formação e Mulheres, vice-presidente do PCdoB em São Luís. Laurinda é também coordenadora Municipal da Mulher da Prefeitura de São Luís.


Gerson Pinheiro
Gerson Pinheiro passará a integrar a equipe de governo a partir de 1º de janeiro com a meta de desenvolver políticas públicas para promoção da igualdade constitucional e legal em favor dos segmentos sociais discriminados - com atenção especial aos negros, que representam 74% da população do estado.

Gerson Pinheiro é geógrafo (UFMA), integra a direção da União de Negros Pela Igualdade (Unegro-MA), é vice-presidente do PCdoB-MA e membro da direção nacional do partido. Foi militante do movimento estudantil, comunitário e sindical, participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão Pará e Tocantins (STEFEM) e integrou o Sindicato dos Metalúrgicos de São Luís.
Durante a campanha eleitoral, Flávio Dino defendeu a educação como caminho para o desenvolvimento e oportunidade aos maranhenses. Entre as propostas para a área, estão a valorização da docência, a integração das universidades e faculdades no esforço de universalização. Além disso, a coordenação do currículo estadual para o ensino fundamental e médio, bem como o combate ao analfabetismo e a recuperação e expansão da rede física escolar.


Áurea Regina
Áurea Regina é pedagoga (Uema), mestranda em Educação pela Universidade Del Salvador (USAL), especialista em Orientação Educacional (PUC-MG) e pós-graduanda em Gestão Pública Municipal (Uema). Atua há mais de 15 anos nas áreas de educação escolar e popular. Áurea Prazeres é servidora pública do Município e do Estado. Atualmente, é secretária adjunta de Ensino da Secretária Municipal de Educação de São Luís. Integra também o Grupo de Estudos Sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (GEEMPA - Porto Alegre), o Grupo de Pesquisa Políticas Educacionais do Mestrado em Educação - área de concentração Gestão Educacional (UFMA) e integra a Comissão Executiva do Fórum Municipal de Educação, atuando na Elaboração do Plano Municipal de Educação de São Luís.

Márcio Honaiser
Com atenção especial à agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, o esforço será concentrado no estímulo à produção no campo e na cidade. O objetivo é abastecer o estado com alimentos para fomentar a geração de renda e ampliar o mercado interno. O Programa de Governo de Flávio Dino enfatiza ainda o investimento em assistência técnica, apoio financeiro e estruturas qualificadas de transporte e comercialização.

Márcio Honaiser é bacharel em Engenharia Civil pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), possui pós-graduação em Agronegócio (FAMA/IDEX) e Desenvolvimento de Executivos (Cenex). Atua na área do agronegócio. Foi diretor-geral e, atualmente, é diretor-presidente da Unibalsas, onde implantou o curso de Agronegócio. Militante das causas sociais desde a juventude, participou de movimento estudantil e da Juventude Socialista. É presidente estadual da Fundação Leonel Brizola.



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Dono de autoescola é assassinado na Vila Maracujá

O proprietário da Autoescola Saraiva, no Vinhais, e motorista da Secretaria de Estado da Fazenda foi assassinado na tarde desta quarta-feira(19) no ponto final de ônibus da Vila Maracujá, zona rural de São Luís.

Saraiva, como era conhecido, foi morto com dois tiros. Ele morreu dentro do veículo de uso exclusivo do Estado. Os matadores estavam em um veículo Strada, de cor preta.

Os bandidos fugiram levando os documentos que estavam no porta-luvas do carro e uma pasta.

Não se faz obra pública no Brasil sem acerto, diz advogado de lobista

GUILHERME VOITCH
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CURITIBA

O advogado do lobista Fernando Baiano afirmou nesta quarta-feira (19) que não se faz obra pública no Brasil sem "acerto" e que quem nega isso "desconhece a história do país".

Um dos 24 presos na Operação Lava Jato, Baiano estava foragido desde sexta-feira (14) e entrou ontem na sede da Polícia Federal em Curitiba. Seu depoimento, marcado para esta quarta, foi adiado para sexta-feira (21).

"O empresário, se porventura faz alguma composição ilícita com político para pagar alguma coisa, se ele não fizer isso não tem obra. Pode pegar qualquer empreiterinha e prefeitura do interior do país. Se não fizer acerto [com políticos], não coloca um paralelepípedo no chão", disse Mario Oliveira Filho, que defende Baiano.

O advogado disse ainda que os empresários detidos na Operação Lava Jato são "vítimas da cultura política do país". A operação da Polícia Federal investiga um esquema de fraude em licitações na Petrobras.

Apesar da declaração, Oliveira Filho negou que seu cliente tenha intermediado pagamento de propina em obras da Petrobras. A participação de Baiano foi apontada em depoimentos feitos pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

"Estão tratando ele como bode expiatório. Ele é um empresário que descobre um problema de infraestrutura e vai atrás da solução, vai atrás da empresa que tem a solução, recebendo uma porcentagem absolutamente legítima disso", disse.

Segundo os depoimentos de Youssef e de Paulo Roberto Costa, Fernando Baiano seria o operador do PMDB no esquema de corrupção na estatal –o partido nega. O advogado do lobista também negou relação de seu cliente com a legenda.

"Dizem que ele é ligado ao PMDB. Perguntei para ele e ele disse que não conhece o Renan Calheiros [presidente do Senado], que nunca viu e que não tem ligação nenhuma com o PMDB", afirmou.

Mario Oliveira Filho disse ainda que Baiano tinha passagem marcada para poder depor na Polícia Federal, mas que, na sexta-feira, foi "surpreendido" com o pedido de prisão.

"Ele abriu mão de depor no Rio, onde mora, para vir a Curitiba esclarecer tudo. Estava colaborando com a Justiça."

Segundo o advogado, Baiano não iria responder, em seu depoimento nesta tarde, questões sobre temas aos quais a defesa não teve acesso. "Isso é uma regra básica. Só podemos nos defender daquilo que sabemos que estamos sendo acusados".

“Não há uma cidade, um Estado no Brasil, sem obra superfaturada”, diz promotor ao El País

Para promotor especialista em carteis, algumas empresas atuam como a máfia
Mudam os esquemas, mas os protagonistas continuam os mesmos. Ano após ano, grandes empresas – em especial, construtoras – são apontadas como pivôs de escândalos suspeitos de desviar uma fortuna dos cofres públicos no Brasil. O mais atual, que atinge a empresa estatal mais importante do país, a Petrobras, revelado pelaOperação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), pode ter causado um rombo de até 10 bilhões de reais. Para o promotor de Justiça de São Paulo Marcelo Batlouni Mendroni, especialista em investigar crimes financeiros e cartéis, somente uma ampla reforma na legislação diminuirá a ocorrência de casos de corrupção que, na avaliação dele, é endêmica.

“Não há uma prefeitura, um Estado no Brasil, sem contratos superfaturados de obras, de prestação de serviços”, disse o promotor, doutor pela Universidad Complutense de Madrid, na Espanha, com pós doutorado na Università di Bologna, na Itália. Em entrevista ao EL PAÍS, na sede do Gedec, órgão do Ministério Público paulista criado em 2008 para investigar delitos de ordem econômica, Mendroni comparou as empresas envolvidas em escândalos dessa natureza à máfia italiana.

O promotor é autor da denúncia, de 2012, um grupo de empreiteiras suspeitas de fraudar uma concorrência pública para obras do metrô paulista. Embora sejam casos completamente distintos – um afeta o Governo Federal, comandado pelo PT, e o outro o Governo paulista, a cargo do PSDB –, chama a atenção a repetição dos “personagens” da esfera privada. Dentre as denunciadas pela Promotoria de São Paulo há dois anos, seis estão agora sob a mira da Operação Lava Jato da PF: as construtoras Camargo Corrêa, Mendes Júnior, OAS, Queiroz Galvão, Iesa e Odebrecht – todas negam irregularidades. Na semana passada, 36 investigados,entre eles executivos de oito construtoras, foram detidos pela Polícia Federal.

Por que observamos a repetição de algumas empresas em casos diferentes de corrupção?

Por causado volume de dinheiro envolvido nos contratos com grandes estatais. O Brasil parece que, indiretamente, vai copiando o modelo das atividades mafiosas. Se você for olhar a Cosa Nostra italiana, de um tempo pra cá, ela parou de praticar crimes violentos e entendeu que conseguia ter muito mais sucesso conseguindo ganhar grandes contratos com o poder público, através da infiltração nas obras públicas, da corrupção de agentes públicos e intimidação de concorrentes. Então eles ganham grandes contratos com o Estado, superfaturam essas obras, que foi exatamente o que parece que aconteceu na Operação Lava Jato e que acontece no Brasil... Aliás, verdade seja dita: é o que acontece em praticamente todos os municípios, todos os Estados e na União. É uma corrupção absolutamente disseminada em todo o país. Eu acho que não existe uma prefeitura nesse país, um Estado, que não tenha esquema de superfaturamento de contratos de obras e serviços públicos. E a União, evidentemente, é onde estão os maiores contratos.

Na corrupção a gente também não sabe quem vem antes, a empresa ou o político

Essas organizações empresariais também são organizações criminosas. Isso tem que ficar bem claro. Hoje em dia, sabemos de empresas perfeitamente lícitas que atuam como um modelo de organização criminosa empresarial, que praticam muitos crimes, além de corrupção, a formação de cartel, os crimes tributários, e outros por aí... ou seja, elas praticam atividades lícitas, mas se valem da estrutura empresarial pra praticar crimes.

O senhor foi enfático em mencionar que não tem conhecimento profundo sobre a Operação Lava Jato. Mas, pela sua experiência, é possível que o esquema que vimos na Petrobras hoje tenha começado há muitos anos, até em Governos passados?

Sem conhecer o caso, sem opinar especificamente sobre esse caso, acho que esse é um esquema que já vem de muitos, muitos anos. (...) A minha opinião é de que sim. Que isso não é um esquema novo. Não só a Petrobras, mas se fossem investigar a fundo as grandes estatais, todos esses contratos, a gente ia ver aí que muitos outros bilhões de reais foram levados através de superfaturamento de obras, de hidrelétricas, estradas, hidrovias, enfim... Não tenho a menor dúvida. Na verdade, eu diria que, com 99,99% de chance, sim que esse esquema existe há pelo menos aí uns 30 anos, desde que o Brasil saiu da ditadura militar... Meu palpite é que desde os anos 80 a gente tenha aí esses esquemas atravessando os Governos indistintamente. Talvez tenha sido mais forte em um Governo que em outro, dependendo muito da ação de Tribunais de Contas, do Ministério Público, da Polícia Federal, enfim, dos termos de investigação e repressão à criminalidade. Mas que existe há bastante tempo eu acho que sim.

Meu palpite é que desde os anos 80 a gente tenha aí esses esquemas atravessando os Governos indistintamente.

Muitos classificaram como “histórica” as prisões de empresários na última semana – e recentemente de políticos envolvidos no escândalo do Mensalão. Qual a sua opinião?

Eu acho que o Brasil vive uma fase em que deveria rever toda a legislação, a questão da Justiça, pra de alguma forma passar o país a limpo... É lógico que a corrupção não vai ser extirpada, mas que fosse dado um golpe violento contra a corrupção, para que as pessoas tenham mais medo. Porque do jeito que ela existe hoje, eu não tenho nenhum medo de errar em dizer que a corrupção é absolutamente endêmica no Brasil. E não acho que só isso vai ser um divisor de águas. Se não se houver essa reforma processual penal e penal, eu acho que nós vamos viver esse filme mais algumas vezes, achando que dessa vez vai... E isso pode ter um efeito rebote muito perigoso, no sentido de que as pessoas fiquem incrédulas, desestimuladas...

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse à Folha de S.Paulo que algumas das empresas investigadas disseram ter sido alvo de concussão, ou seja, da exigência de dinheiro para fechar contratos. O que o senhor acha desse discurso?

É balela. (...) Assim como a gente não sabe quem veio antes, o ovo ou a galinha, na corrupção a gente também não sabe quem vem antes, a empresa ou o agente político. Porque é interessante para os dois. Na verdade, as duas partes se procuram...

Qual a dificuldade que o Brasil tem de perseguir e punir os agentes corruptores?

A corrupção é talvez um dos casos mais difíceis de se apurar. Porque é um crime silencioso que interessa às duas partes. Na corrupção, existem dois autores ao mesmo tempo e a vítima é o Estado, que é quieto, silencioso, não fala... A investigação da corrupção é dividida basicamente de duas formas cruciais: a primeira é quando as partes não sabem que estão sendo investigadas, que é quando temos um maior grau de possibilidade de eficiência, na medida em que nós temos instrumentos como escutas telefônicas, escutas ambientais, buscas e apreensões... Depois que os casos chegam à imprensa, corremos contra o tempo.

O senhor disse que, depois que a investigação vaza, fica mais difícil reunir um conjunto de provas ‘diretas’. Isso não facilita, de certa forma, o trabalho da defesa? Porque grandes empresas têm grandes advogados...

Hoje é muito vantajoso o cara praticar o crime, conseguir roubar milhões, e depois sair, resgatar o dinheiro que eles têm aplicado em outra parte do planeta, e viver uma vida nababesca.

Se você tem poucas provas diretas, mas tem um conjunto vasto de provas indiretas, é possível que se dê maior valoração para as provas indiretas. Mas o poder Judiciário no Brasil, de uma forma geral, ainda é um pouco resistente em analisar as provas indiretas, coisas que na Europa e nos Estados Unidos, já foi absolutamente superado. Na Itália, por exemplo, os juízes aplicam nos casos de grandes máfias a questão da ‘máxima de experiência’, que é uma coisa muito nova no Brasil. (...) Mesmo a colaboração premiada, que é usada há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos, só agora começa a ser usada no Brasil, principalmente depois da Lei de Organização Criminosa, mas ela já estava na nossa legislação. No Direito as coisas são um pouco mais lentas que nas outras ciências, porque envolvem uma adaptação da sociedade. Nós passamos por um período, e ainda passamos de certa forma, de muita resistência de advogados dizendo a colaboração premiada é imoral, mas isso é um instrumento absolutamente lícito. Então é um processo lento.

O que pode ser feito para diminuir a ocorrência de crimes financeiros no Brasil?

Em uma investigação de uma organização criminosa você precisa de uma engrenagem de três rodas: legislação adequada, estrutura e treinamento. Pra começar, já passou do tempo de os Estados terem varas criminais especializadas em crimes econômicos. Os casos de lavagem de dinheiro e de formação de cartéis, especificamente, e aqueles correlatos, são extremamente complexos. Quando você manda um caso desses pra um juiz comum, que na maioria das vezes não está habituado com esse tipo de processo, ele vai ter que começar tudo do zero.

O outro ponto é que a punição seja efetiva pra esse tipo de crime. Eu costumo dizer o seguinte: esses empresários, esses políticos e agentes públicos que praticam a corrupção não precisam de ressocialização, como os criminosos comuns. Eles precisam de uma pena com caráter exclusivamente punitivo. Não é permitindo que ele deixe a prisão depois de cumprir um sexto da pena... Por que hoje é muito vantajoso o cara praticar o crime, conseguir roubar milhões, e depois sair, resgatar o dinheiro que eles têm aplicado em outra parte do planeta, e viver uma vida nababesca. Se você tem um nível baixo de criminalidade em alguns países da Europa é porque as pessoas têm medo da mão pesada da Justiça, não porque elas nascem naturalmente boas...

Qual a sua opinião sobre o financiamento privado das campanhas eleitorais?

Eu sou um pouco radical nessa questão. Eu, por exemplo, me questiono por que tem que ter o financiamento público ou privado de campanha... Por que as grandes empresas querem financiar as campanhas? Porque elas têm interesses. Não é de graça. Não é ideológico. Elas bancam candidaturas indistintamente, de vários partidos, sem nenhuma ideologia política, dos concorrentes diretos. Isso é o óbvio ululante. Só não enxerga quem não quer ver. É um ciclo vicioso: eles financiam as campanhas e depois cobram de alguma forma, seja para facilitar os contratos com essas empresas, que são superfaturados e é, muitas vezes, a forma como recebem o dinheiro investido de volta.
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