segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Barbaridade! Duas pessoas são mortas carbonizadas dentro de veículo em Pio XII

Seis criminosos seriam os responsáveis por incendiarem um veículo Vectra na Estrada de acesso ao povoado Cordeiro, em Pio XII. As duas pessoas que morreram carbonizadas estavam no banco traseiro do carro.
Duas pessoas foram mortas carbonizadas dentro de um veículo Vectra, placa JFO-1400, de Imperatriz, na tarde de domingo (25).

Pelas informações de moradores, seis criminosos seriam os responsáveis pelo incêndio do veículo na estrada de acesso ao povoado Cordeiro, na cidade de Pio XII. Os criminosos fugiram pela BR-316, no sentido da cidade de Bacabal.

A Polícia Militar de Pio XII foi acionada por volta das 14h e o incêndio foi apagado com a ajuda do carro pipa da Fazenda Maratá. O crime tem características de acerto de contas e queima de arquivo.

A polícia acredita que as duas vítimas foram levadas para o local já sem vida. Até o momento, a polícia não conseguiu localizar o proprietário do veículo.

Acredita-se que a identificação das vítimas seja feita através de exame de DNA, pois os corpos foram consumidos pelo fogo. 

Polícia destrói 130 mil pés de maconha em Centro do Guilherme, Maracaçumé e Centro Novo

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão, por meio do Centro Tático Aéreo (CTA) e a Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), deflagrou a “Operação Tarim”, objetivando a localização e erradicação de plantações de Maconha nos municípios de Centro do Guilherme, Maracaçumé e Centro Novo.

Na região de Centro do Guilherme, na sexta-feira e sábado, foram localizadas três plantações de cultivo de maconha, dívidas em 20 roças. No local, foram erradicados e incinerados, aproximadamente, 60 mil pés da droga.

No domingo (25), na região de Maracaçumé, foi encontrada uma plantação dívida em duas roças, sendo erradicados e incinerados mais cerca de 70 mil pés de maconha.

Como resultado da operação, foram incinerados 130 mil pés de maconha, evitando que mais de dois mil quilos dessa droga chegassem às ruas.

Os policiais inutilizaram diversos utensílios empregados no cultivo dessas plantações, tais como poços artesianos, bombas e sistemas de irrigação, material para prensa e mais de 15 mil mudas.

Com buscas realizadas nas áreas, as investigações prosseguirão para identificar os proprietários das plantações.



Em evento tucano, Alexandre de Moraes transforma Operação Lava Jato em cabo eleitoral contra o PT

Desmoralizados estão a Justiça, o Ministério Público Federal e a PF: virou repressão política
Editorial de Jornalistas Livres

Se dúvidas ainda havia sobre a politização da Operação Lava Jato, escancaradamente destinada a produzir manchetes constrangedoras ao Partido dos Trabalhadores, enquanto protege, poupa e acoberta tucanos, peemedebistas, Aécio, Cunha, Temer et caterva… bem, se havia alguma dúvida, não há mais.

Na tarde deste domingo, em Ribeirão Preto, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, teve a ousadia de anunciar que uma nova etapa da Operação Lava Jato será deflagrada nesta semana –a última antes das eleições de vereadores e prefeitos.

Moraes, tucano ligado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participava de evento de campanha do deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), candidato a prefeito no município paulista. De maneira cifrada, o ministro golpista vazou a seus interlocutores do Movimento Brasil Livre, o MBL: “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim.” Falou isso diante do repórter Gustavo Porto, do “Estadão”, que registrou tudo.

Foi um constrangimento atroz.

A Polícia Federal não pode ser manipulada pelo governante ocasional, sob pena de se transformar em polícia política –o Brasil já sofreu as consequências funestas da atuação política de órgãos policiais, durante a Ditadura Militar, quando se criminalizaram delitos de opinião e o exercício de todas as liberdades.

Na semana passada, a duas semanas das eleições municipais, a prisão do ex-ministro Guido Mantega, ordenada pelo juiz Sergio Moro, e logo depois “desordenada” (por desnecessária às investigações), já havia suscitado a suspeita de que tudo não passara de um factoide político para neutralizar uma possível arrancada do prefeito petista Fernando Haddad, candidato à reeleição.

A indiscrição do ministro da Justiça, ademais, sugere um perigoso conluio entre o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça de Temer.

“Ministro da Justiça sabe agora com antecedência as operações da PF na Lava Jato? Pode isso? Cadê a autonomia da PF? Só funcionou com Dilma e Lula”, acusou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Tão grave foi a fala do ministro da Justiça, a lançar ainda mais suspeitas de facciosismo e partidarismo sobre a Operação Lava Jato, sobre a Justiça do juiz Sérgio Moro, sobre a atuação do Ministério Público Federal e sobre a Polícia Federal, que o próprio Alexandre de Moraes apressou-se a tentar se explicar.

Procurou um site-amigo dos golpistas, chamado “Antagonista”, para dizer que foi “simplesmente uma força de expressão” a frase “esta semana vai ter mais” Lava Jato… Segundo ele, “toda semana praticamente está acontecendo alguma coisa”.

O próprio site-amigo torce “para não ter Lava Jato esta semana”. Explica-se: a farsa ainda tem que durar mais um tantinho… para pegar vocês sabem quem.

domingo, 25 de setembro de 2016

Artigo de Flávio Dino: Eleições limpas

“Mantivemos o espírito de um governo democrático, republicano, que não faz operações com dinheiro público para financiar qualquer candidato que seja, ao contrário do que foi regra por 50 anos em nosso estado”.
“Continuamos a combater duramente a agiotagem, esse perverso sistema em que campanhas são financiadas em troca do futuro controle de parcelas da máquina pública”.
O respeito ao voto popular, manifestado em eleições livres e diretas, é essencial para que tenhamos um Estado Democrático. O princípio fundador da democracia moderna pode ser resumido pela máxima "cada homem, um voto", lapidada por John Locke. O pensador inglês vivia num mundo em que a vontade do rei valia mais que a de qualquer cidadão. Em contraposição, defendia um sistema decisório em que a opinião de cada um dos cidadãos teria peso igual. Aqui no Maranhão, até bem pouco atrás, vivíamos realidade semelhante à enfrentada por Locke. Um domínio pré-republicano em que duas ou três famílias consideravam-se donas de todo um estado, em um sistema de nítidas marcas oligárquicas.

O povo soube manifestar sua vontade e libertar-se dessas correntes que nos condenavam ao atraso, expresso nos piores índices sociais do país. Desde o primeiro dia de governo, com firmeza, estamos trabalhando para virar essa página e construir uma democracia assentada na busca da igualdade de direitos. Os primeiros números que começam a aparecer, como os de grande melhoria no IDEB (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) da rede estadual, me dão a certeza de que estamos no caminho certo.

No próximo domingo, os maranhenses são chamados novamente a manifestar sua consciência por meio do voto, declarando nas urnas seus desejos para o futuro de nossas 217 cidades. É tempo, pois, de refletir, já que esta semana que se inicia vale por quatro anos. Tenho convicção sobre o valor sagrado da vontade popular autônoma, por isso, no meu governo, o poder do Palácio dos Leões não foi usado como plataforma de candidaturas. Mantivemos o espírito de um governo democrático, republicano, que não faz operações com dinheiro público para financiar qualquer candidato que seja, ao contrário do que foi regra por 50 anos em nosso estado. E continuamos a combater duramente a agiotagem, esse perverso sistema em que campanhas são financiadas em troca do futuro controle de parcelas da máquina pública.

Eu tenho estado nas ruas, sempre aos finais de semana ou à noite, mas como militante das boas ideias, prestando contas sobre nosso trabalho e levando minha palavra de solidariedade aos companheiros de luta, não importando se eles vão ganhar ou perder. Procuro ser leal a quem é leal comigo, e tenho certeza de que essa é a melhor conduta.

A diferença temporal entre a visão de Locke no século 17 e a construção que fazemos ainda nos dias de hoje no Maranhão mostra como a consolidação da democracia é uma luta diária e ainda longe de sua batalha final.

Finalizo com um convite a todos. Vamos lutar para que essas eleições, na reta final, sejam limpas. Cada cidadão maranhense pode ser um fiscal da cidadania que garantirá a realização de um pleito limpo e sem interferências ilegais, em cada um de nossos 217 municípios. Para isso, disponibilizamos um serviço para alertar as forças de segurança sobre qualquer suspeita de crime eleitoral. É o Disque Denúncia que funcionará pelos telefones 3223-5800, em São Luís, e pelo 0300 31 35 800 no interior.

Você ainda pode fazer sua denúncia pelo site (clique aqui) ou pelo email disquedenunciamaranhao@gmail.com. Todas as denúncias serão apuradas, com garantia de absoluto sigilo aos denunciantes.

O voto é uma escolha sua e de mais ninguém. E no Maranhão de hoje não há mais lugar para donos, senhores, coronéis. Vamos continuar a construir um Maranhão de liberdade de opiniões e de consciências, em que o dinheiro de ninguém valha mais do que a vontade coletiva.

Boas eleições! 

Governo mantém Complexo Penitenciário de São Luís sob controle com reforço de ações ostensivas de segurança

Diante do princípio de motim, registrado em uma das unidades do Complexo Penitenciário de São Luís, o Governo do Estado intensificou a segurança interna prisional e destacou mais de 300 agentes de segurança prisional, além de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O contingente tem realizado ações ostensivas, com intuito de manter a ordem e disciplina nos estabelecimentos carcerários.

Para reforçar ainda mais o controle nas unidades, agentes penitenciários e auxiliares que estavam de folga foram chamados para ocupar postos de segurança. O secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Murilo Andrade de Oliveira, esteve pessoalmente no complexo prisional durante este domingo (25).

“O Complexo Penitenciário de São Luís está funcionando normalmente, ou seja, está tudo sob controle das forças de segurança prisional/pública. O Geop, assim como o BP Choque, estão em alerta nas unidades para que, caso ocorra algum imprevisto, as devidas medidas de segurança sejam efetivadas de prontidão”, pontuou o secretário.
Além da cobertura de 18 homens do Batalhão de Choque e mais 15 integrantes do Geop, garantem a segurança interna prisional nas unidades que compõem o complexo: 33 agentes da Supervisão de Segurança Interna (SSI) da Seap; 100 agentes penitenciários efetivos; 30 agentes penitenciários em estágio; 130 auxiliares penitenciários; e 20 agentes exclusivos nas guaritas.

A Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6, por exemplo, está funcionando como uma espécie de QG (Quartel General) do BP Choque. “Todo o efetivo do BP Choque está na UPR SL 6 e, caso seja acionado, imediatamente o grupo se deslocará para a unidade que solicitou a intervenção”, explicou o superintendente de Segurança Prisional da Seap, Ricardo Delmar.

Já o efetivo do sistema prisional está fazendo rondas rotineiras nos pavilhões das unidades. Para dinamizar os procedimentos de segurança, o Geop se dividiu e, enquanto um grupo realiza ações em um estabelecimento, o outro já atua numa outra unidade do complexo. A proposta, segundo Delmar, é potencializar as ações de segurança.

“Todos estão a postos e em alerta. Apesar do complexo estar sob controle, as ações objetivam, justamente, manter as unidades em ordem e disciplina como vinha ocorrendo ao longo do ano. Os agentes estão realizando rotineiras ações ostensivas com intuito de coibir qualquer alteração da rotina prisional”, esclareceu Delmar.

Assaltante é baleado em troca de tiros com policial na Cohab

Um assaltante foi baleado em troca de tiros com um policial do Batalhão Tiradentes, que estava de folga.

Pelas informações, dois homens tentaram assaltar o PM nas proximidades do Pop Center no bairro Cohab, em São Luís.

O policial estava armado e reagiu. O assaltante atingido foi dominado e ficou estirado na calçada de uma residência esperando a chegada do Samu. 

O comparsa dele conseguiu escapar. O policial que fez os disparos não foi identificado.

Pelas informações de moradores, os assaltos a pedestres ocorrem com frequência na área localizada nos fundos do Pop Center.

O assaltante baleado ainda não foi identificado. Ele estava com um revólver calibre 38.

Assaltante é morto dentro de ônibus no bairro Alemanha, em São Luís; veja vídeo

Uma tentativa de assalto a um ônibus terminou com o assaltante morto na Avenida dos Franceses, no bairro Alemanha, em São Luís, na manhã deste domingo (25). 

Ele tentou assaltar passageiros do ônibus da linha São Raimundo/Rodoviária e foi atingido por dois disparos de arma de fogo feitos por um dos passageiros. O assaltante estava com um revólver calibre 38.

O homem teria anunciado o assalto no momento em que o ônibus estava lotado. Depois de não encontrar dinheiro no caixa da cobradora, ele passou a pegar objetos dos passageiros.

Desatento e sem esperar reações à altura, o assaltante foi surpreendido por disparos feitos por um passageiro que estava sentado perto da cobradora. Atingido por dois tiros, ele ficou agonizando por alguns minutos, até morrer dentro do coletivo.

Em nota, a Secretaria de Segurança disse que as equipes da Polícia Militar e da Delegacia de Homicídios foram deslocadas rapidamente para tentar identificar o autor dos disparos e recolher o corpo da vítima.
Confira a nota da Secretaria de Segurança.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) informa que registrou um homicídio com arma de fogo, na Avenida dos Franceses, S/Nº, Alemanha. Segundo informações, a vítima, ainda não identificada, foi alvejada quando tentava assaltar o coletivo que faz a linha São Raimundo-Rodoviária.

Ainda segundo informações, um dos passageiros, que se evadiu do local antes da chegada da guarnição, foi o autor dos disparos.

As guarnições da Polícia Militar e Delegacia de Homicídios se deslocaram para o local a fim de identificar o suspeito dos disparos e tomar providência para o recolhimento da vítima.

Guindaste pega fogo no Porto do Itaqui e Emap diz que vai investigar as causas

Um guindaste pertencente a uma empresa que opera no Porto do Itaqui pegou fogo às primeiras horas da manhã deste domingo (25). 

De imediato, uma equipe de combate a incêndios entrou em operação e conseguiu debelar as chamas.

A EMAP divulgou nota informando sobre o incidente e diz que vai apurar as causas do incêndio.

Confira a íntegra da nota.

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) informa que na manhã deste domingo (25), por volta das 6h30, houve um incêndio em um guindaste de grande porte pertencente a uma operadora portuária com atuação no Itaqui.

O plano de controle de emergências do Porto foi imediatamente acionado, tendo sido debelado o problema. Foram registrados apenas danos materiais, sem vítimas.

Será aberto processo de investigação para apurar as causas.

Operação 'Brasil Seguro' prende envolvidos com tráfico e apreende drogas e munições em Carolina

Com objetivo de apreender carros e motos roubadas, além do combate ao tráfico de drogas em um dos maiores pontos turísticos do Maranhão, a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Carolina, desencadeou na tarde da última sexta-feira (23), uma operação que resultou na prisão de sete pessoas.

O delegado Elmerich Bulhões, titular da Delegacia de Carolina, explicou que foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva. A operação ‘Brasil Seguro’ contou com apoio de policiais civis e militares da Regional de Balsas.

Durante a operação, foram presos Cleandson Furtado, 18 anos; Marinalva de Jesus Furtado Gonçalves, de 50 anos; Maria Aparecida Carvalho Noronha, de 19 anos; Adélia Alves, de 30 anos; e Daniel Cortez Gomes, de 22 anos. Eles foram autuados em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico. 

Com o grupo foram apreendidas 60 pedras de crack prontas para a venda, 12 papelotes de maconha, uma vasta quantidade de munições de diversos calibres e uma motocicleta com chassi raspado.

Também foram detidos Deuzimar  Gomes da Cunha e Kassio  Silva de Souza. Com Deuzimar foram apreendidas 133 munições de calibre 36; mais 173 munições de calibre 32; 603 munições de calibre 22; mais 1.200 unidades de espoleta número 5 e 150 espoletas para cartuchos calibre 23,16, 20, 24 e 28. Deuzimar foi autuado pelo crime de comércio ilegal de munições. Já contra Kassio, existia um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva.

Os presos permanecerão custodiados nas dependências da Delegacia de Carolina ficando à disposição do Poder Judiciário.

sábado, 24 de setembro de 2016

Princípio de rebelião no presídio de Pedrinhas já está sob controle, diz Seap

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que um princípio de motim foi deflagrado, na tarde deste sábado (24), por internos da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6, antigo CDP.

Por razões a serem apuradas oficialmente, os detentos atearam fogo em alguns colchões, porém, a situação foi controlada pelas equipes de segurança prisional, com apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Militar, sem registro de reféns, feridos ou mortos.


O Governo do Estado, que ao longo desses 20 meses de gestão conseguiu manter a ordem no ambiente carcerário, por meio de intenso investimento em segurança e ações de humanização, garante que vai apurar a causa do incidente e dar continuidade às concretas mudanças reconhecidas publicamente no Sistema Penitenciário do Maranhão.

Coroatá: Tentativa de barrar máquinas contratadas pelo governo mostra que o coronelismo ainda está vivo no Maranhão

O coronelismo ainda impera em muitos municípios do Maranhão, onde verdadeiras oligarquias se apossam de prefeituras e passam a tratar a cidade como se fossem feudos, propriedades particulares. Um exemplo está em Coroatá, cidade que mais parece uma fazenda dos Murads, uma família ‘puxadinho’ da oligarquia Sarney. 

O ‘dono do pedaço’, Ricardo Murad, não admite que seus interesses políticos sejam contrariados, que os adversários mostrem força política para que possam disputar eleições em pé de igualdade. Nem mesmo benefícios ao cidadão, levados por adversários políticos, são permitidos.

Um exemplo do modus operandi político dos Murads, em Coroatá, ficou evidenciado na sexta-feira (23), quando a ‘polícia’ da Prefeitura, a mando de Teresa Murad, tentou impedir que máquinas contratadas pelo governo do Estado fizessem o asfaltamento de uma avenida em um bairro da cidade. Foi preciso a intervenção da população e da polícia para fazer com que os serviços tivessem continuidade. 

A ordem para apreender as máquinas e evitar a realização do asfaltamento teria partido do ‘coronel’ Ricardo Murad que disse que vai ser governador do Maranhão, mesmo com seu grupo político em declínio.

Irado, em um comício, Ricardo Murad vociferava chamando policiais e delegados de ordinários e imbecis, além de dizer que ninguém passa por cima da autoridade da prefeita da cidade (ou da autoridade dele, já que age como prefeito?).

Ele revela que usa um sistema de videomonitoramento para acompanhar os passos dos adversários. Murad chega a acusar a polícia de transportar, em viatura da PM, descaracterizada, Luís da Amovelar Filho, candidato a prefeito pelo PT, que seria também agiota. Deve ter usado o videomonitoramento para acompanhar a movimentação dos policiais na cidade, já que diz ter certeza desse suposto apoio ao candidato de oposição.

A atitude de Ricardo Murad, denunciado em esquema de desvios de milhões do programa ‘Saúde é Vida’, da Secretaria de Estado da Saúde, revela total desespero diante da possibilidade iminente de perder o comando de seu feudo eleitoral. Na verdade, perder uma grande fonte de renda familiar.

Com 45,3%, Edivaldo Holanda Júnior apresenta condições de vencer no primeiro turno

Em mais uma pesquisa Escutec/O Estado do Maranhão, o candidato Edivaldo Holanda Júnior (PDT), da coligação Pra Seguir em Frente, ampliou a vantagem e, em relação à pesquisa anterior, subiu 10 pontos. Edivaldo saiu de 35,6% para 45,3% na pesquisa estimulada, o que aponta possibilidade de vitória no primeiro turno.

Em segundo, aparece o candidato Wellington do Curso (PP), da coligação Por Amor a São Luís, com 24%. Ele é seguido por Eliziane Gama (PPS), da coligação São Luís de Verdade, com 8,8%. Eduardo Braide (PMN) tem 5,5% e Fábio Câmara (PMDB), da coligação Coragem pra Fazer, 3%. Rose Sales (PMB) obteve 2%.

Os candidatos Zeluis Lago (PPL), Cláudia Durans (PSTU) e Valdeny Barros (PSOL) tiveram 0,5% das intenções de voto cada um. Disseram que não votaria em nenhum dos candidatos somou 4% e não sabe ou não respondeu, 6%.

Para ser eleito no primeiro turno, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos (quando não inclue os votos em branco e os nulos), isto é, quando atinge 50% dos votos mais 1 logo no primeiro turno. Neste caso, Edivaldo alcança 49,8%.
Queda

Além de Edivaldo Júnior, cresceu na disputa o candidato Eduardo Braide. Na pesquisa publicada no último sábado, 17, Braide tinha 4,6% e agora chegou a 5,5%. Os demais candidatos caíram. Wellington tinha 26,3% e caiu 2,3%. Eliziane Gama perdeu 2,7%, já que no levantamento anterior apareceu com 11,5%. Fábio Câmara perdeu 0,5% e Rose Sales 0,9%.

Edivaldo Júnior lidera também o cenário na pesquisa espontânea. O pedetista aparece com 40% e é seguido de longe por Wellington do Curso, que obteve 22,4%. A candidata Eliziane Gama obteve 7,3% da opinião dos entrevistados, Eduardo Braide, 4%, Fábio Câmara com 3% e Rose Sales com 1,5%.

Zeluis Lago, Cláudia Durans e Valdeny Barros obtiveram 0,5% cada um. Não votaria em nenhum dos candidatos somou 5,9% e não sabe ou não respondeu, 14,5%.
Pesquisa ouviu 800 eleitores

A Pesquisa Escutec/O Estado ouviu 800 eleitores nos dias 21 a 23 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança, de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo MA 04039/2016.

Edivaldo Júnior também venceria em eventual segundo turno

O Instituto Escutec mostrou ainda quatro cenários de um eventual segundo turno na capital. O prefeito Edivaldo Júnior seria reeleito tanto se disputasse o segundo turno com Wellington quanto com Eliziane Gama.

Contra Wellington do Curso, Edivaldo Júnior teria 48,8% contra 35,3% do seu adversário. Em nenhum dos candidatos somou 7% e não sabe ou não respondeu, 9%.
A vantagem do candidato Edivaldo Júnior seria maior contra Eliziane Gama. Ele venceria a eleição no segundo turno com 55,3% contra 20,1% de Gama.

No confronto entre Eliziane e Wellington, o candidato venceria com 50% dos votos contra 23,8% da candidata. A opção nenhum dos candidatos aparece com 15,4% e não sabe ou não respondeu, 10,9%.

Eliziane Gama lidera quadro de rejeição entre os candidatos a prefeito da capital

A pesquisa Escutec/O Estado também avaliou a rejeição dos candidatos. Tem maior rejeição a candidata Eliziane Gama com 28,8%. Ela é seguida por Edivaldo Holanda Júnior que tem 26,5%. Disseram não votar em Fábio Câmara 9% dos entrevistados, 8,4% não votaria em Wellington do Curso e 2,5%, em Zeluis Lago.
A rejeição de Rose Sales ficou em 2%, Eduardo Braide em 1,5% e Cláudia Durans e Valdeny Barros, 1% cada um. 8,4% optaram em nenhum dos candidatos e não sabe ou não respondeu somaram 11%.

Comparação

Esses dados de agora mostram que a rejeição da candidata Eliziane Gama aumentou em comparação ao levantamento divulgado no fim de semana passada. Na pesquisa anterior, Eliziane Gama teve 25,3% de rejeição. Agora a rejeição da candidata aumentou 3,5 pontos percentuais.


Fábio Câmara também tem rejeição maior comparando as duas últimas pesquisas Escutec/O Estado. Ele tinha 7,9% e agora chegou a 9%. A rejeição de Wellington do Curso também cresceu. Ele saiu de 6,3% na pesquisa passada para, agora, 8,4%.

O reencontro fétido do PT com a oligarquia Sarney em Colinas

Raimundo Monteiro (PT) discursa ao lado de Roseana e Zequinha Sarney, em Colinas
O PT do Maranhão, mesmo depois do golpe contra Dilma Rousseff, insiste em continuar no quintal da casa grande do grupo Sarney. Suas principais lideranças no Maranhão não levam em consideração que Sarney e seu séquito estiveram por trás da trama para apear Dilma do poder. Onde deveriam estar os petistas, neste momento de mobilização contra o golpe? Obviamente que deveria ser nas ruas, apoiando candidaturas que se opõem a esse golpe, conclamando para uma luta permanente contra a ‘ditadura Temer’. Mas, no Maranhão, os líderes petistas, que deveriam lutar para impedir a ressurreição do grupo Sarney, estão no palanque da oligarquia carcomida e golpista.

Ontem (23), por exemplo, na cidade de Colinas, no comício do candidato a prefeito Dr. Antonio Carlos (PSD), ocorreu o encontro mal cheiroso entre o comando petista no Maranhão e representantes da oligarquia Sarney. No palanque, Raimundo Monteiro, presidente do PT, Roseana e Zequinha Sarney, filhotes da oligarquia. Um encontro pra lá de imoral, no momento em que o Maranhão ainda espera o sepultamento do atraso e da miséria, principais legados da oligarquia.

No comício, a  ex-governadora Roseana Sarney, responsável por destruir o Maranhão e oprimir o povo com fome e miséria, levando o estado aos últimos lugares nos indicadores sociais, foi sobejamente cortejada pela claque de súditos petistas. O ministro Sarney Filho e o deputado federal Aluísio Mendes foram também bajulados pelos sarnopetistas.

Ao abrir seu discurso, Raimundo Monteiro não poderia ser mais autêntico e sincero. “quero cumprimentar minha governadora, companheira Roseana Sarney”. Sim, sempre foi a governadora dele e da maioria dos petistas maranhenses, salvo raras exceções.

Vale lembrar que, logo após Roseana Sarney ser expulsa pelo povo do Palácio dos Leões, o PT maranhense pulou para o barco do governador Flávio Dino. Só que ao contrário das gestões do clã Sarney, Dino não aceitou traquinagens de petistas, a exemplo de irregularidades na secretaria de Educação e na de distribuição de bolsas da Fapema cometidas pelos petralhas no governo da oligarquia. Talvez isso tenha gerado a revolta profana de alguns petistas, gente que idolatra figuras da estirpe de José Dirceu, condenado no processo do mensalão.

Por fim, constata-se, com a declaração doce e generosa  de Monteiro a Roseana, que o PT do Maranhão outra vez se rebela contra o PCdoB e reforça os laços o grupo Sarney, isto é, o bom filho a casa torna, como diz o velho ditado. Aliás, a bem da verdade, os petistas nunca saíram da ‘Casa Mal Assombrada’ sarneisista, fato que explica as sabotagens contínuas do PT contra Flávio Dino.

A vitória de Flávio Dino foi um duro golpe no serpentário que fez a miséria tomar conta do Maranhão. No entanto, o PT do Maranhão prefere continuar chocando ovos da serpente.

Com informações do Blog do John Cutrim

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Casal de traficantes é preso e polícia apreende 127 quilos de maconha em São Vicente Ferrer

A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia de São Vicente Ferrer e com apoio dos policiais civis da cidade de São João Batista, realizou, na manhã desta sexta-feira (23), uma operação para cumprir um mandado de busca domiciliar e outro de prisão.

O alvo da operação foi o casal Genielson Diniz Serra e sua mulher Ana Maria Matos que residem no bairro Nova Conquista, na sede de cidade de São Vicente de Ferrer.

Durante as buscas na residência do casal, foram encontrados, em um dos cômodos, 127 quilos de maconha, a qual estava acondicionada em nove sacos plásticos. 

Genielson Serra ofereceu a quantia de cinco mil reais para os policiais a fim de que os mesmos não efetuassem sua prisão.

A delegacia de São Vicente de Ferrer, comandada pelo delegado Guilherme  Augusto Costa Santos,  já vinha monitorando o casal há alguns meses, em razão de eles serem um dos principais distribuidores de drogas da região da baixada maranhense.
Além da droga, também foi apreendido um veículo Fiat estrada e uma moto Bros os quais eram utilizados para distribuição de drogas na região.

O casal foi autuado em flagrante delito pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa, encontrando-se à disposição da justiça na cadeia da delegacia de São Vicente de Ferrer.

Família envolvida em tráfico de drogas é presa em São José de Ribamar

Em operação conjunta deflagrada pelo serviço de inteligência da Policia Militar nos municípios de São José de Ribamar e Raposa, após levantamentos prévios realizados pelo GSA do 6 º Batalhão  sobre pontos de criminalidade, foi abordada, por volta de 6h da manhã desta sexta (23), uma residência no bairro São Raimundo que funcionava como ponto de distribuição e venda de cocaína e crack.

Foram presos Francicharles Santos de Araújo, o "Dezenove", de 19 anos, Francilucia Machado dos Santos , de 40 anos, e Pedro Astério Costa de Albuquerque, de 50 anos, residentes na Av. Getúlio Vargas, 88, bairro São Raimundo.

De acordo com informações dos policiais, Francicharles Araújo, o “Dezenove”, é de altíssima periculosidade, responsável pelo abastecimento de drogas em diversas bocas de fumo na região, sendo um dos líderes da facção Bonde dos 40 em Ribamar. Ele é réu confesso de pelo menos 06 homicídios e investigado por outros assassinatos na delegacia especial de São José de Ribamar.

Convém ressaltar que essa residência estava sendo acompanhada e monitorada há pelo menos 15 dias e que toda a família do elemento “Dezenove” tinha conhecimento e participava das atividades ilícitas.  As drogas e a arma foram encontradas escondidas em buracos nas paredes do quarto.

No momento da abordagem, o padrasto do “Dezenove” tentou dispersar a cocaína por buracos na parede da casa que davam em um beco sem acesso, e a mãe do mesmo tentou dar fuga ao marginal pelos fundos da casa.

No local, foram apreendidos uma pistola Taurus calibre 380mm, numeração KOC 64344; dois carregadores de pistola 380mm sem numeração;  13  munições de calibre 380mm intactas; uma balança de precisão digital; 22 porções de pó branco aparentando ser cocaína pesando aproximadamente 11.5 gramas cada e mais três trouxinhas pesando aproximadamente 1 grama, resultando tudo em aproximadamente 256 gramas; uma porção de crack pesando aproximadamente 6 gramas e mais quatro petecas pesando aproximadamente 1 grama; um pino para embalar cocaína; um rolo de papel filme; um porta cédula; e R$ 170,00.

Todos foram conduzidos e apresentados na delegacia especial de São José de Ribamar, onde foram autuados em flagrante delito por tráfico de entorpecentes e associação para o trafico, recaindo ainda sobre Francicharles o crime de posse ilegal de arma de fogo.

Teori autoriza fatiamento de delação de Sérgio Machado; Temer é um dos citados

Os trechos fatiados têm menções ao presidente da República, Michel Temer, ao ex-presidente José Sarney, a senadores do PMDB, a políticos do PSDB, PP e PT e a ex-ministros de Estado, como Romero Jucá, Henrique Eduardo Alves e Ideli Salvatti.
Beatriz Bulla e Fabio Serapião,
O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, foi fatiada pelo ministro Teori Zavascki e vai gerar ao menos quatro novos procedimentos dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), que podem dar origem a inquéritos. A decisão atende pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou ao relator da Lava Jato na Corte o desmembramento dos termos que vão de 10 a 13 da delação de Machado em petições autônomas.

Os trechos fatiados têm menções ao presidente da República, Michel Temer, ao ex-presidente José Sarney, a senadores do PMDB, a políticos do PSDB, PP e PT e a ex-ministros de Estado, como Romero Jucá, Henrique Eduardo Alves e Ideli Salvatti. As petições autônomas normalmente constituem a fase anterior aos pedidos de abertura de inquérito ou de solicitação de arquivamento de algum trecho da apuração. Ainda não há como saber, portanto, quais fatos e nomes serão objeto de pedido de inquérito pela PGR. A delação de Machado foi homologada por Teori Zavascki em maio.

Por uma interpretação de dispostivo da Constituição, o presidente da República não pode ser investigado por atos estranhos ao exercício da função durante a vigência do mandato. Ou seja, enquanto estiver à frente do Palácio do Planalto, Temer só pode ser investigado se houver suspeita de crime em atividade relacionada às suas funções como presidente.

Entre os termos de colaboração que foram fatiados está o anexo denominado pelos investigadores de “obstrução e acordão”. É o termo de depoimento número 10, no qual são abordadas as conversas gravadas por Machado com o ex-presidente José Sarney, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). A divulgação dos áudios fez com que Jucá tivesse que deixar o Ministério do Planejamento. Os áudios, divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo, apontavam para um possível pacto cujo objetivo seria parar a operação Lava Jato. Machado detalha aos investigadores como decidiu gravar os parlamentares após ser alvo de busca e apreensão e os bastidores das conversas.

As gravações deram suporte ao pedido de prisão oferecido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o deputado cassado Eduardo Cunha e os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros. Janot também pediu que o ex-presidente José Sarney fosse monitorado por meio de tornozeleiras eletrônicas. Após o vazamento do pedido, o ministro Teori Zavascki negou as solicitações de prisão do MPF.

Já o termo de número 11 diz respeito à eleição para Presidência da Câmara dos Deputados nos anos 2000 e a relação do atual senador Aécio Neves com Dimas Toledo, apontado por Machado, como apadrinhado de Aécio em Furnas. Machado detalha em seu depoimento como uma articulação permitiu que Aécio fosse eleito presidente da Câmara. Segundo o delator, os valores amealhados para essa disputa foram distribuídos entre parlamentares e saíram dos cofres de empreiteiras, entre elas a Camargo Corrêa, e da Furnas, via Dimas Toledo.

No depoimento de número 12, Machado detalha repasses de recursos ilícitos efetuados por ele a diversos parlamentares e cita Temer. Segundo o delator, em setembro de 2012, teve um encontro com Temer na Base Aérea de Brasília na qual o atual presidente informou que estava com problemas para financiar a campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo. De acordo com Machado, o pedido de Temer foi cumprido por meio de uma doação oficial da Queiroz Galvão ao diretório Nacional do PMDB. Ainda segundo o depoimento, Machado teria ligado para Temer assim que confirmou que a doação seria realizada. Também é nesse depoimento que Machado afirma ter repassado cerca de R$100 milhões para o PMDB oriundo de comissões ilícitas angariadas com contratadas da Transpetro.

Além de Temer, são citados: Candido Vacarezza (PT), Edson Santos (PT), Francisco Dornelles (PP), Garibaldi Alves (PMDB), Jandira Feghali (PT), Henrique Eduardo Alves (PMDB), Agripino Maia (DEM), Ideli Salvatti (PT), Jorge Bittar (PT) e Valdir Raupp (PMDB).

No caso do depoimento de número 13, cujo conteúdo o ministro Teori Zavascki autorizou desmembramento e autuação em procedimento autônomo, as declarações dizem respeito ao suposto acordo narrado por Machado entre a empresa JBS, da família Batista, e o PT para distribuir doações eleitorais a senadores do PMDB. Seriam contemplados os senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, Edson Lobão, Valdir Raupp e Roberto Requião. Esse é um dos depoimentos em que Machado cita o presidente Michel Temer. Segundo o ex-presidente da Transpetro, a notícia sobre a doação a senadores não foi bem recebida pelo PMDB da Câmara que se queixou ao então vice-presidente Temer. Após a reclamação, Temer reassumiu a presidência do partido “visando controlar a destinação dos recursos do partido”.

Reforço em investigações 
Além do fatiamento, a PGR solicitou mais duas providências com relação à colaboração de Machado e de três filhos do ex-presidente da Transpetro: a inclusão de nove termos da delação em um inquérito já aberto que investiga o presidente do Senado, Renan Calheiros e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) e a remessa de parte dos depoimentos ao juiz Sérgio Moro, no Paraná. Os trechos que reforçam a investigação contra Renan são referentes à Transpetro. A parte da delação encaminhada a Moro serve para embasar investigação que não inclui autoridades com foro privilegiado. Todos os pedidos da PGR foram atendidos por Teori Zavascki, em despacho desta quinta-feira, 22.


Ao pedir as providências ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, destaca o contexto de crimes mencionados na delação de Machado. “Os fatos se desdobram em múltiplos contextos, vinculados sobretudo à empresa Transpetro S/A, subsidiária integral da Petrobras S/A presidida pelo colaborador de 2003 a 2014; alcançam também, diretamente, a própria Petrobras S/A. Esses contextos incluem a prática de crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, nos seguintes âmbitos temáticos principais: obtenção por empregado público de alto escalão de vantagens indevidas junto a empresas que tinham contratos com empresa estatal federal e repasse de parte da propina para políticos em exercício de mandato eletivo; pormenorização da mecânica de repasse de vantagens indevidas na forma de doações oficiais; funcionamento e modus operandi da organização criminosa investigada na Operação Lava Jato e obstrução em curso da Operação Lava Jato”, escreveu Janot.

Michel Temer confessa que deu o golpe porque Dilma rejeitou ‘ponte para o futuro'

Por Inacio Vieira
The Intercept

O presidente Michel Temer deixou escapar um “segredo” em discurso para empresários e investidores nos EUA: o impeachment de Dilma Rousseff ocorreu para implementar um plano de governo radicalmente diferente do que foi votado nas urnas em 2014, quando o PT ganhou a presidência pela quarta vez, e não por irregularidades praticadas pela ex-presidente.

Na sede da Sociedade Americana/Conselho das Américas (AS/COA), em Nova York, nesta quarta-feira, dia 21, Temer disse que ele e seu partido começaram a articular o afastamento de Rousseff em consequência direta da não aceitação do programa neoliberal do PMDB pela ex-presidente.

“E há muitíssimos meses atrás, eu ainda vice-presidente, lançamos um documento chamado ‘Uma Ponte Para o Futuro’, porque nós verificávamos que seria impossível o governo continuar naquele rumo. E até sugerimos ao governo que adotasse as teses que nós apontávamos naquele documento chamado ‘Ponte para o futuro’. E, como isso não deu certo, não houve adoção, instaurou-se um processo que culminou agora com a minha efetivação como presidência da república.”

O “Ponte para o futuro” prescreve a desvinculação dos recursos da saúde e da educação, desindexação dos benefícios e do salário mínimo, mudança de idade para a aposentadoria, parcerias com o setor privado e abertura comercial. Essas ideias estavam claramente refletidas na fala de Temer na AS/COA, que visava dar seguimento à incansável empreitada de privatizações e facilitação da entrada do capital estrangeiro no país, listando as vantagens e garantias que seu governo planeja implementar para assegurar o lucro dos membros da plateia, que o ouviam (não tão atentamente) enquanto desfrutavam de suas refeições.

Marcadas pelos já conhecidos eufemismos neoliberais para o que poderia simplesmente chamar de venda do patrimônio nacional, as garantias listadas pelo presidente incluíram a “universalização do mercado brasileiro”, o “restabelecimento da confiança”, uma tal “estabilidade política extraordinária”, parcerias entre os setores público e privado e o avanço de reformas “fundamentais” nas áreas trabalhista, previdenciária e de gastos do governo. “Venho aqui convidá-los a participar dessa nova fase de crescimento do país,” concluiu em tom de leilão.

Os dois grupos são compostos por representantes de corporações multinacionais e membros do estabelecimento de política exterior dos EUA em América Latina. Foram fundados pelo industrialista americano David Rockefeller e têm John Negroponte como presidente emérito – um político neoconservador fundamental para a guerra suja da CIA em Honduras e para a invasão do Iraque em 2003. Em seu site, o Conselho das Américas se define como uma “organização internacional cujos membros compartilham um compromisso comum com o desenvolvimento econômico e social, mercados abertos, estado democrático de direito e democracia por todo o hemisfério ocidental”.

Essa é apenas mais uma singela confirmação de que o impeachment de Dilma não se deu por conta das supostas “pedaladas fiscais”, como quis fazer crer a facção que agora ocupa o executivo federal. Não foi pela família brasileira, não foi por Deus, não foi contra a corrupção. Foi contra o trabalhador e em favor do empresariado. Foi por impunidade, lucro e poder.

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